Operação da Polícia Federal em Rondônia prende vereador suspeito de esquema de compra de votos
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação em Mirante da Serra, Rondônia, que resultou na prisão do vereador Martinho Freire. A ação policial investiga um suposto esquema de corrupção eleitoral com foco na compra de votos durante as eleições municipais de 2024.
Durante a operação, além da prisão do vereador, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. O material coletado, incluindo documentos, agendas e celulares, será fundamental para a continuidade das investigações e para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
As apurações apontam que o vereador e outras quatro pessoas estariam envolvidas em uma rede que oferecia vantagens financeiras e a promessa de cargos públicos em troca de votos. Conforme informações divulgadas pela PF, as investigações tiveram início após o surgimento de denúncias sobre a prática de compra de votos no município.
Posse ilegal de arma agrava situação do vereador
A prisão de Martinho Freire ocorreu em flagrante, pois foi encontrada em sua posse uma arma de fogo ilegal. Com isso, o vereador responderá não apenas pelas suspeitas de corrupção eleitoral, mas também pelo crime de posse irregular de arma de fogo, o que pode agravar sua situação jurídica.
Esquema envolvia dinheiro e cargos públicos
De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado na cidade de Mirante da Serra se baseava em oferecer pagamentos em dinheiro e a promessa de cargos na prefeitura para influenciar o resultado das eleições municipais de 2024. Essa prática configura crime de corrupção eleitoral.
Material apreendido será analisado pela PF
A PF apreendeu diversos itens que podem conter provas relevantes para o caso. Entre eles, estão documentos, agendas, registros de contabilidade, contratos e celulares dos investigados. Todo este material será submetido a uma análise detalhada para que a polícia possa esclarecer as circunstâncias e identificar a extensão do esquema.
Outros envolvidos podem ser descobertos
A expectativa da Polícia Federal é que a análise do material apreendido ajude a identificar outros participantes do esquema de compra de votos. As investigações continuam em andamento, e os envolvidos poderão responder por corrupção eleitoral, além das outras infrações penais cabíveis.
