Boko Haram: Terroristas dão 72 horas para pagamento de R$ 18,5 milhões e ameaçam matar 400 reféns, incluindo crianças na Nigéria

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Boko Haram ameaça executar mais de 400 reféns na Nigéria em ultimato de 72 horas

O grupo extremista Boko Haram, conhecido por sua atuação violenta na Nigéria, divulgou um vídeo chocante com uma nova ameaça: a execução de mais de 400 reféns, entre mulheres e crianças, caso o governo nigeriano não pague um resgate de 5 bilhões de nairas, o equivalente a aproximadamente R$ 18,5 milhões, em até 72 horas.

A gravação, enviada à mídia local e confirmada pelo jornal britânico The Telegraph, apresenta homens armados e encapuzados anunciando o ultimato. Segundo a mensagem, se as exigências financeiras não forem atendidas dentro do prazo estipulado, as vítimas “nunca mais serão vistas”.

A organização não-governamental nigeriana BOSYA, que atua na região em defesa e mediação pela paz, foi informada sobre o valor do resgate e descreveu a situação como uma “crise humanitária que exige ação imediata, compaixão e união”. Até o momento da publicação desta matéria, o governo da Nigéria não havia emitido qualquer manifestação oficial sobre o caso.

Boko Haram: Nome e histórico de terror na Nigéria

O Boko Haram, cujo nome significa aproximadamente “a educação ocidental é proibida”, é um grupo jihadista que busca derrubar o Estado nigeriano e impor uma lei islâmica rigorosa. Há cerca de duas décadas, o grupo é responsável por uma série de ataques e atentados no nordeste do país, com escolas frequentemente alvos de suas ações violentas.

O grupo ganhou notoriedade mundial em 2014, quando sequestrou quase 300 estudantes da Escola Secundária de Chibok, no estado de Borno. Esse evento gerou grande comoção internacional e intensificou os esforços para combater a atuação do Boko Haram.

O vídeo do ultimato: Mensagem clara e ameaçadora

No vídeo divulgado, um porta-voz, falando em hauça com legendas em inglês, declara: “Somos Jama’atu Ahlis-Sunna Lidwatu Wal-Jihad [nome oficial do Boko Haram], sob liderança do Imam Abu. Hoje, 19 de abril de 2026, enviamos uma nova mensagem à Aliança da Juventude do Sul de Born [BOSYA] e ao governo nigeriano, que não é o nosso governo. Esta é a nossa primeira e última mensagem.”

Ele continua, com tom ameaçador: “Damos-lhes 72 horas. Se não atenderem às nossas exigências, distribuiremos as mulheres e as crianças por diferentes locais. Todas elas. Vocês tomaram a vossa decisão e nós a nossa. Ordenamos-vos, em nome de Alá, que respeitem o prazo”. Em outro trecho da gravação, um integrante reforça que, caso as exigências não sejam cumpridas, as vítimas serão transferidas para locais desconhecidos.

A urgência da situação e a falta de resposta oficial

A divulgação deste vídeo e o ultimato lançado pelo Boko Haram colocam o governo nigeriano em uma posição delicada e de extrema pressão. A ameaça de executar mais de 400 reféns, incluindo mulheres e crianças, representa um grave crime contra a humanidade e exige uma resposta rápida e eficaz.

A ausência de uma manifestação oficial do governo nigeriano até o momento gera apreensão e aumenta a incerteza sobre os próximos passos. A comunidade internacional acompanha atentamente o desenrolar desta grave crise humanitária, na esperança de que um desfecho pacífico possa ser alcançado e a vida dos reféns seja preservada.

O Boko Haram e sua ideologia

O grupo jihadista Boko Haram tem como um de seus objetivos principais a desestabilização do Estado nigeriano e a imposição de uma interpretação radical da lei islâmica. Sua atuação, marcada por violência e sequestros, tem sido um obstáculo significativo para a paz e o desenvolvimento no nordeste da Nigéria há duas décadas.

As ações do grupo, que frequentemente visam escolas, refletem sua ideologia extremista, que rejeita a educação ocidental. O sequestro de estudantes, como o ocorrido em Chibok, tornou-se uma marca trágica da atuação do Boko Haram, evidenciando a crueldade e o desrespeito pela vida humana.

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