Candidato ao Senado Bruno Bolsonaro (PL) critica duramente o ministro Alexandre de Moraes e defende uma atuação mais firme do Senado, alertando para o futuro do país.
Em entrevista concedida ao Bora Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), candidato ao Senado pelo Partido Liberal, elevou o tom de suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar defendeu uma postura mais combativa por parte do Senado e ressaltou a importância de eleger representantes com coragem para confrontar o que ele considera um desequilíbrio entre os Poderes da República.
Segundo Bruno Bolsonaro, a composição política que emergirá das urnas terá um papel crucial na redefinição das relações institucionais. Ele enfatizou que o Senado precisa deixar de ser um espectador passivo nos embates com o Judiciário e, em vez disso, exercer as prerrogativas constitucionais que lhe são inerentes.
“A gente precisa mandar pro Congresso quem tenha coragem de enfrentar uma corte que está desqualificando o que nós somos como país”, declarou o candidato, reforçando a necessidade de parlamentares com posicionamento definido.
Bruno Bolsonaro defende mudança na presidência do Senado
Questionado sobre suas propostas para o Senado, Bruno Bolsonaro criticou a condução atual da Casa e afirmou que é fundamental construir uma maioria ideológica disposta a alterar a dinâmica entre o Congresso e o STF. Ele acredita que a eleição de uma nova presidência para o Senado pode ser um passo decisivo para “devolver o Brasil ao brasileiro”.
O candidato relacionou sua própria candidatura a essa disputa política. Ao comentar a saída de Marcos Rogério do Senado para concorrer ao governo de Rondônia, Bruno declarou sua intenção de ocupar esse espaço com uma postura de enfrentamento em Brasília. “Tá indo um bolsonarista de fato pra lá pra fazer o serviço que o brasileiro precisa que seja feito. Enfrentar esse sistema”, pontuou.
Críticas a decisões do STF e atos de 8 de janeiro
Durante a entrevista, Bruno Bolsonaro reiterou suas críticas a decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro, defendendo que os processos conduzidos por Alexandre de Moraes deveriam ser analisados por outro ministro. Ele reiterou seu posicionamento sobre os julgamentos ocorridos após os eventos em Brasília, considerando que representam um entendimento político específico do ministro.
Para o candidato, os eleitores devem considerar não apenas os recursos que um senador pode destinar ao estado de Rondônia, mas também a postura e a capacidade de atuação desse parlamentar nas decisões nacionais. “Você tem que mandar pro Congresso alguém que tem opinião definida”, alertou.
Pautas prioritárias e o papel do Senado
Em suas considerações finais, Bruno Bolsonaro reafirmou seu compromisso em atuar em Brasília em pautas como segurança, redução de impostos, defesa da família e fiscalização dos demais Poderes. O Supremo Tribunal Federal e Alexandre de Moraes foram novamente mencionados como alvos de sua atuação.
O candidato também abordou temas como saúde, emendas parlamentares, setor produtivo, fiscalização ambiental, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para mães de pessoas com deficiência e a escala de trabalho 6×1. Contudo, foi no enfrentamento político que Bruno deixou sua mensagem mais forte: a necessidade de o Senado recuperar seu protagonismo e exercer seu poder constitucional frente ao Supremo Tribunal Federal. “Meu acordo político é com o Brasil, com o rondoniense e com Rondônia”, concluiu.
