Campanha de Bruno Scheid Denuncia Deepfake Racista e Pede Retirada Urgente de Áudio Falso na Justiça Eleitoral

GERAL

Bruno Scheid contesta áudio falso e aciona Justiça Eleitoral contra disseminação de deepfake com teor racista.

A campanha de Bruno Scheid, candidato ao Senado por Rondônia, apresentou nesta quinta-feira, 1º de outubro, uma representação na Justiça Eleitoral contra duas pessoas ligadas a veículos de comunicação. A ação visa a retirada imediata de um áudio que circula desde a noite de 30 de setembro, atribuído falsamente ao candidato.

O áudio em questão contém falas preconceituosas que foram veiculadas associando-as a adversários de Scheid na disputa eleitoral. O material, que circula em plataformas digitais e grupos de WhatsApp, é classificado pela defesa do candidato como uma **falsificação de voz produzida por inteligência artificial**, um chamado deepfake.

A campanha de Bruno Scheid busca não apenas a remoção do conteúdo, mas também a preservação de dados para investigação e a inversão do ônus da prova, além do encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral. A ação visa combater a desinformação e proteger a integridade do processo eleitoral, conforme informações divulgadas pelo Rondonia Dinâmica.

Defesa de Scheid Apresenta Indícios de Manipulação por IA

A petição enviada à Justiça Eleitoral, assinada pelo escritório Campanari, Gerhardt & Silva Andrade Advogados Associados, detalha os esforços para comprovar a falsidade do áudio. O material foi submetido a **diversas ferramentas de detecção de voz sintética**, que apresentaram resultados alarmantes.

Um dos testes indicou uma probabilidade de **100% de geração por inteligência artificial**. Outra análise classificou a amostra como provavelmente produzida por deepfake, com uma pontuação de autenticidade de apenas 20 em 100. Uma terceira ferramenta confirmou o resultado como “fake”. A defesa acrescenta a esses indícios a **negativa categórica de Bruno Scheid** sobre as falas e a falta de informações sobre a origem e autenticidade da gravação.

Pedidos Urgentes à Justiça Eleitoral

Entre os pedidos urgentes apresentados à Justiça Eleitoral, destaca-se a solicitação de **retirada das publicações em até duas horas** após a comunicação da decisão judicial. A campanha também pede o impedimento de novas republicações do áudio pelas pessoas acionadas, com previsão de multa de R$ 10 mil por descumprimento.

A representação busca abranger não apenas o arquivo original, mas também **reproduções idênticas ou substancialmente equivalentes**, como recortes, conversões ou regravações. A intenção é evitar que o conteúdo falso continue a circular, mesmo que em formatos alterados, e que seja apresentado como autêntico.

Preservação de Dados e Investigação da Origem

A campanha de Bruno Scheid também solicita a **preservação de todos os dados relacionados às publicações**. Isso inclui o arquivo audiovisual, versões armazenadas, metadados de envio, IP de origem, data e horário, dados cadastrais, administradores das contas, histórico de alterações e métricas de alcance. Essas informações são cruciais para a realização de perícia e a identificação dos responsáveis pela produção e disseminação do deepfake.

Além disso, a defesa pede a **inversão do ônus da prova**. Caso aceito, os acionados deverão comprovar a origem do áudio, apresentar o arquivo original e seus metadados, informar quem encaminhou o material e detalhar a cadeia de transmissão, além de justificar o uso de inteligência artificial e sustentar a autenticidade da gravação.

Encaminhamento ao Ministério Público e Disponibilidade de Scheid

No mérito da ação, a campanha pede o reconhecimento da irregularidade da propaganda, a aplicação de multa e a manutenção da proibição de republicação do conteúdo durante o período eleitoral. Um dos pedidos centrais é o **envio integral dos autos ao Ministério Público Eleitoral** para análise de possíveis crimes eleitorais.

Bruno Scheid colocou-se à disposição da Justiça para fornecer amostra de voz e participar de perícias, visando comprovar a falsidade do áudio. A ação demonstra a preocupação com a disseminação de notícias falsas e o uso de deepfakes em campanhas eleitorais, buscando garantir um pleito justo e transparente.

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