Casa Branca lança jogos de ‘caça a imigrantes’ inspirados em Tetris e Cobrinha, gerando polêmica

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Casa Branca cria jogos polêmicos para simular deportação de imigrantes, comparados a Tetris e Cobrinha

A Casa Branca lançou nesta quinta-feira (3) uma série de jogos digitais que simulam a deportação de imigrantes sem documentos, utilizando mecânicas inspiradas em clássicos como ‘Snake’ (o popular ‘jogo da cobrinha’) e ‘Tetris’. A iniciativa, que visa promover a política de imigração do governo Trump, gerou fortes reações negativas por parte de grupos de direitos humanos.

Um dos jogos, inspirado em ‘Snake’, desafia o jogador a capturar e deportar o maior número possível de pessoas que atravessam o Rio Grande. Outro título, com dinâmica semelhante a ‘Tetris’, tem como objetivo a construção de um muro na fronteira, sob o slogan “Proteja a fronteira da horda que se aproxima”.

Os jogos, disponíveis no site oficial da Casa Branca, apresentam gráficos retrô, remetendo aos games dos anos 1970 e 1980. A controvérsia surge em um momento em que o governo Trump intensifica as operações de detenção e deportação de imigrantes. Conforme informação divulgada pela AFP, a iniciativa foi duramente criticada por organizações como a Frontera Federation, sediada no Texas.

Críticas e Defesa da Casa Branca

Amérika García Grewal, codiretora da ONG Frontera Federation, expressou repúdio à iniciativa, declarando à AFP: “Isso me dá nojo. Eles passam anos brincando com a vida das pessoas e agora fazem um videogame com suas ações”. Ela acrescentou que “quem o criou perdeu de vista o que significa ser humano e se importar com os outros”.

Em resposta às críticas, a Casa Branca defendeu os jogos, afirmando à AFP que a iniciativa busca ressaltar “o contraste entre uma cultura ‘divertida’ e ‘de sucesso’ e a visão socialista sombria que os democratas têm para os Estados Unidos”.

Contexto de Intensificação da Imigração

Recentemente, o Departamento de Segurança Interna (DHS) divulgou um vídeo mostrando a deportação de imigrantes haitianos algemados, após a revogação de um status de permanência legal nos EUA. O vídeo, com música de fundo, foi classificado por opositores de Trump como “degradante e racista”.

O DHS também informou ter prendido quase 51 mil imigrantes sem documentos em agosto, um número considerado recorde pelo departamento. Essa estratégia de comunicação, que inclui o uso de “trolling” nas redes sociais com conteúdos provocativos, visa gerar reação e engajamento.

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