Investigação aponta que copiloto da FlyDubai visava atentado terrorista em Tel Aviv, inspirado no 11 de Setembro, com o objetivo de causar o máximo de mortes.
Um chocante plano terrorista foi descoberto pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos, que revelaram que o copiloto de um voo da FlyDubai, em 30 de setembro, atentou contra o comandante com um machado com a intenção de derrubar a aeronave no aeroporto de Tel Aviv, Israel. A ação, que causou pânico a bordo, foi inspirada nos trágicos ataques de 11 de setembro de 2001.
Segundo o Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos, o copiloto, que está detido, desejava “causar a maior perda possível de vidas”. O voo, que partiu de Dubai com 174 passageiros, a maioria israelenses, teve seu curso alterado após o ataque. A bravura do comandante e a ação rápida de passageiros e tripulantes foram cruciais para impedir uma tragédia ainda maior.
A investigação aponta que o indivíduo se radicalizou enquanto estudava na Austrália, tendo acesso a material extremista e conteúdos online que glorificavam organizações terroristas. A motivação por trás do ato e os detalhes do planejamento foram divulgados, gerando preocupação internacional e novas medidas de segurança.
Copiloto se radicalizou e planejou ataque em viagens anteriores a Tel Aviv
O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, detalhou que o copiloto, que já trabalhou em outras companhias aéreas, viajou para Tel Aviv em duas ocasiões anteriores ao incidente. Nessas viagens, ele teria aproveitado para planejar o atentado terrorista. A viagem do dia 30 de setembro era a terceira com destino à cidade israelense, configurando um plano cuidadosamente orquestrado.
Ataque no ar e pouso de emergência na Arábia Saudita
Durante o voo, o copiloto atacou o comandante com um machado de emergência presente na cabine. Apesar de ferido, o comandante Smit Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine, permitindo que passageiros e outros tripulantes contivessem o agressor. Um piloto que viajava como passageiro assumiu os controles, realizando um pouso de emergência na Arábia Saudita. Dados do Flightradar24 indicam que a aeronave perdeu cerca de 17 mil pés de altitude em apenas um minuto.
Israel anuncia revisão de segurança em voos comerciais estrangeiros
Em resposta ao incidente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou a coragem de todos a bordo que impediram o ataque. Netanyahu também determinou uma análise completa dos procedimentos de segurança de voos comerciais estrangeiros com destino a Israel. A preocupação reside em garantir que indivíduos com intenções extremistas não consigam contornar as restrições existentes.
Investigação aponta falha em verificações de segurança
Segundo Al Shamsi, o copiloto possuía licença de piloto e um certificado de boa conduta, tendo passado por todas as verificações exigidas pela aviação. No entanto, “nenhum dos procedimentos revelou indícios de suas opiniões extremistas nem de sua intenção de executar um plano terrorista”, destacou o procurador-geral, indicando uma possível falha nos sistemas de rastreamento de radicalização.
