Crise de Popularidade de Trump: Guerra, Economia e o Impacto Global nas Eleições

BRASIL

Queda na aprovação de Trump: guerra, economia e o impacto global em evidência

Donald Trump enfrenta uma crescente crise de popularidade, com índices de aprovação que se aproximam dos piores momentos de seu antecessor, Joe Biden. A situação se agrava com a percepção de que suas políticas econômicas e o envolvimento em conflitos internacionais têm pesado no bolso dos americanos e desgastado sua imagem.

Estratégias como a pressão por redesenhos de mapas eleitorais e a busca por resultados econômicos positivos, bandeiras de sua campanha, parecem não surtir o efeito desejado. A recente pesquisa da Reuters, divulgada em 11 de maio, aponta que apenas 36% dos norte-americanos aprovam o trabalho de Trump, enquanto 63% desaprovam, com margem de erro de três pontos percentuais.

A avaliação negativa, que chegou a 64% no fim de abril, é comparável ao pior momento do governo Biden. No entanto, a desaprovação do democrata nunca ultrapassou 60%. A análise dessas tendências, conforme informações divulgadas pela Reuters, sugere que as pautas econômicas e crises internacionais têm sido determinantes. A fonte da informação é a Reuters.

Economia em baixa e crises internacionais afetam Trump

A aprovação de Trump começou a declinar significativamente após a imposição de tarifas em abril de 2025, afetando dezenas de países. Essa medida, juntamente com a escalada da inflação, impactou diretamente a economia americana. O professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio aponta a guerra com o Irã, iniciada em fevereiro deste ano, como um ponto crítico, elevando o preço do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis.

O especialista ressalta que Trump foi eleito em 2024 com um “acordo tácito” com o eleitorado, prometendo resultados econômicos positivos. A bandeira “America First” e as críticas à política externa de Biden, especialmente o envolvimento em conflitos como a guerra entre Ucrânia e Rússia, foram centrais. Contudo, ao retornar à Casa Branca, Trump se viu imerso em novas tensões internacionais e com a inflação em alta.

Poggio explica que, embora o comportamento de Trump seja “pouco presidencial” e potencialmente “nefasto” em termos de civilidade e democracia, os eleitores estavam mais preocupados com a economia. No entanto, a pesquisa da Reuters de 11 de maio revela que 64% dos americanos desaprovam a condução econômica do presidente, o pior resultado de seus mandatos. Em abril, a aprovação econômica atingiu a mínima histórica de 27%, inferior ao pior momento de Biden.

Reflexos globais e o impacto no Brasil

A queda na popularidade de Trump já se reflete em resultados eleitorais. Nas eleições locais de novembro de 2025, os democratas obtiveram vitórias expressivas. Eleições especiais recentes também indicam um avanço democrata, com candidatos apresentando desempenho superior ao de eleições presidenciais anteriores, segundo análise do Politico. Pesquisas indicam que os democratas podem ter vantagem nas eleições legislativas de novembro.

Internacionalmente, as ações de Trump geram repercussões significativas. A imposição de tarifas, operações militares como a captura de Nicolás Maduro na Venezuela e ameaças de anexação de territórios impactam governos estrangeiros. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, por exemplo, viu sua aproximação com Trump se tornar um problema político interno, culminando em derrotas eleitorais.

A guerra contra o Irã, em particular, afetou a economia global com o fechamento do Estreito de Ormuz, elevando o preço da energia. Países europeus enfrentam pressão econômica e política, e até mesmo o Brasil sentiu os efeitos, com a inflação de abril atingindo o maior patamar em quatro anos, influenciada pela guerra. Para Carlos Gustavo Poggio, os impactos econômicos das turbulências internacionais, especialmente o preço do petróleo, podem influenciar as eleições brasileiras, embora o país esteja em uma situação melhor que outras nações.

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