Defesa de Andrés Sanchez contesta expulsão do Corinthians, citando “graves irregularidades” no processo de votação.
A defesa de Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, anunciou que tomará medidas judiciais após a expulsão do dirigente do quadro associativo do clube. Segundo o escritório de advocacia Fernando José da Costa, o procedimento que resultou na decisão foi marcado por **”graves irregularidades”**, que ferem o Estatuto Social do clube e garantias mínimas de defesa.
O caso gira em torno de investigações sobre o uso indevido do cartão corporativo do Corinthians por parte de Sanchez para cobrir despesas pessoais. O Ministério Público de São Paulo estima que os valores questionados somam R$ 480.169,60, com correções e juros.
Apesar das acusações, a defesa de Sanchez argumentou que não havia uma política interna clara para o uso do cartão, que parte dos gastos estava ligada a compromissos institucionais, que houve confusão entre despesas pessoais e corporativas, e que alguns valores foram ressarcidos ao clube. Conforme informação divulgada pelo UOL/Folhapress, a defesa manifesta **”absoluto inconformismo com a deliberação aprovada”**.
Condução da votação sob suspeita
Um dos pontos centrais da contestação da defesa de Andrés Sanchez é a atuação de Leonardo Pantaleão. De acordo com os advogados, é inadmissível que Pantaleão tenha presidido tanto a Comissão de Ética, responsável por elaborar o parecer de expulsão, quanto a sessão do Conselho Deliberativo que submeteu esse mesmo parecer à votação. Essa acumulação de funções é vista como uma **quebra de imparcialidade** no processo.
Voto aberto e nominal questionado
Outra **”irregularidade”** apontada pela defesa é a realização da votação de forma aberta e nominal. Os advogados argumentam que essa modalidade de escrutínio **”fere o rito previsto no Estatuto Social do clube”**, que, segundo o edital de convocação, prevê expressamente o voto secreto. As irregularidades foram tão evidentes, segundo a defesa, que suscitaram questionamentos por parte de conselheiros durante a própria sessão.
Precedente preocupante para o clube
A defesa de Andrés Sanchez ressalta que as violações constatadas no processo de expulsão não se limitam ao caso do ex-presidente, mas representam um **precedente preocupante para todos os associados, dirigentes e conselheiros do clube**. A fragilização das garantias mínimas de defesa previstas no Estatuto Social é vista como um risco para a integridade do clube.
Medidas judiciais serão tomadas
Diante do cenário de **”graves irregularidades”**, o escritório de advocacia informou que adotará as **medidas judiciais cabíveis** para buscar o reconhecimento da nulidade do procedimento e a plena observância do devido processo legal. A decisão de expulsão foi tomada em sessão realizada no Parque São Jorge, com 112 votos favoráveis, 49 contrários e seis abstenções.
