Emirados Árabes são acusados de realizar ataques secretos contra o Irã, segundo reportagem do Wall Street Journal
Uma revelação chocante abala o cenário geopolítico do Oriente Médio. Segundo o influente jornal norte-americano The Wall Street Journal, os Emirados Árabes Unidos conduziram ataques secretos contra o Irã. Uma dessas operações, que ocorreu no início de abril, teve como alvo uma refinaria de petróleo iraniana, aumentando a tensão na região.
As informações, divulgadas nesta segunda-feira (11), indicam que o bombardeio à refinaria na ilha de Lavan, localizada no estratégico Golfo Pérsico, aconteceu em um momento delicado. Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o ataque ocorreu próximo à data em que o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo com o Irã, evidenciando a complexidade das relações diplomáticas e militares da área.
À época do incidente, o próprio Irã declarou que a refinaria havia sido atingida por um “ataque inimigo”. Em resposta, as forças iranianas dispararam mísseis e drones contra os Emirados Árabes e o Kuwait, demonstrando a rápida escalada de conflitos na região. O governo dos Estados Unidos, segundo o jornal, não se opôs ao ataque, pois o cessar-fogo ainda não havia entrado em vigor, e viu com bons olhos o apoio de países do Golfo na ofensiva contra o Irã.
Histórico de Conflitos e Alvos Estratégicos
Os Emirados Árabes Unidos já foram um dos principais alvos do Irã durante períodos de conflito. O Wall Street Journal aponta que mais de 2,8 mil mísseis e drones foram disparados contra o país, um número superior aos ataques direcionados a Israel. Esses ataques iranianos tiveram um impacto significativo em diversos setores dos Emirados, incluindo o turismo, com cidades como Dubai e Abu Dhabi sendo atingidas.
Suspeitas e Evidências Emergentes
As suspeitas sobre a participação dos Emirados Árabes em operações contra o Irã já vinham circulando desde março. De acordo com o jornal, um caça não identificado, que não pertencia nem aos Estados Unidos nem a Israel, foi avistado sobrevoando o espaço aéreo iraniano, levantando questionamentos sobre a origem e autoria de tais incursões.
