EUA oferecem US$ 100 milhões em ajuda a Cuba; regime cubano decide se aceita ou nega assistência vital

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EUA propõem US$ 100 milhões em ajuda direta a Cuba, mas culpam regime por possível recusa

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (13) que estão prontos para oferecer US$ 100 milhões em assistência direta ao povo cubano. A proposta, no entanto, está condicionada à permissão do governo de Havana.

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, os fundos seriam distribuídos em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes confiáveis. Essa iniciativa surge em meio a um contexto de crescente pressão americana sobre a ilha.

A decisão final sobre aceitar ou negar essa ajuda crucial recai sobre o regime cubano, que, segundo os EUA, será o responsável perante seu povo caso impeça o recebimento desses recursos que podem salvar vidas.

Ofertas de ajuda e pressão política se intensificam

O Departamento de Estado dos EUA revelou que já foram feitas diversas ofertas privadas ao governo cubano, incluindo suporte para internet via satélite e assistência humanitária. Essa declaração ocorre um dia após o presidente Donald Trump afirmar que Cuba estava pedindo ajuda e que seu governo iria dialogar com a ilha caribenha, a qual ele classificou como um “país fracassado”.

As falas de Trump, em publicação na rede social Truth Social, se alinham a uma campanha de pressão que tem incluído um bloqueio marítimo, que já gerou crises energéticas e humanitárias em Cuba, e ameaças de intervenção militar. A estratégia americana tem alternado entre retórica inflamatória e abordagens mais moderadas.

Marco Rubio detalha envios anteriores de ajuda

A publicação de Trump dialoga com anúncios recentes do secretário de Estado americano, Marco Rubio. Na semana passada, Rubio informou que os EUA já haviam enviado US$ 6 milhões em ajuda humanitária para cubanos, através da Igreja Católica. Adicionalmente, outros US$ 100 milhões teriam sido destinados ao governo cubano.

O Departamento de Estado enfatizou que a oferta de US$ 100 milhões é uma oportunidade para o regime cubano demonstrar sua disposição em priorizar o bem-estar de sua população, aceitando uma assistência que pode fazer uma diferença significativa na vida dos cidadãos cubanos em um momento de dificuldades.

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