EUA propõem ‘Nova Cuba’ para o povo, diz Secretário de Estado; Trump quer relação direta com cubanos

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Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, lança proposta ambiciosa para o futuro de Cuba, buscando um canal direto de comunicação e auxílio com a população, em contrapartida ao que chama de controle do regime.

Em uma rara e direta mensagem em espanhol, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, apresentou uma visão de “uma nova Cuba” para os cidadãos da ilha. A proposta, divulgada em vídeo pelo Departamento de Estado, visa estabelecer uma relação mais próxima entre os EUA e o povo cubano, sem a intermediação do governo atual.

Rubio, cujos pais são de origem cubana, acusou o regime de Havana de ser o principal responsável pela crise econômica, pela pobreza generalizada e pelos constantes cortes de energia que afetam a população. Ele detalhou que o governo do presidente Donald Trump pretende enviar cerca de US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos diretamente aos cubanos, utilizando a Igreja Católica como canal para evitar desvios.

A iniciativa surge em um momento de crescente pressão dos Estados Unidos sobre o governo cubano e de especulações sobre possíveis ações americanas na ilha. A proposta de “uma nova Cuba” sugere um cenário onde os próprios cidadãos poderiam ser donos de negócios, como postos de gasolina, lojas, restaurantes e até empresas de construção, além de terem a liberdade de eleger seus governantes.

Críticas ao controle estatal e à elite

Marco Rubio afirmou categoricamente que Cuba não está sob o controle de uma revolução, mas sim da **Gaesa**, um conglomerado estatal que, segundo ele, domina cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) cubano. Ele descreveu a Gaesa como um “Estado dentro de um Estado”, que não presta contas a ninguém e concentra os lucros de seus negócios para beneficiar uma pequena elite.

O Secretário de Estado, que desde o início de sua carreira política tem sido um crítico ferrenho do regime cubano, enfatizou que a nova abordagem dos EUA busca empoderar os cidadãos. A ideia é permitir que eles próprios gerenciem e lucrem com suas iniciativas, em contraste com o modelo atual, onde o regime monopoliza as oportunidades e os recursos.

Ajuda humanitária contornando o regime

Um dos pontos centrais da mensagem de Rubio é o anúncio de um pacote de ajuda humanitária no valor de **US$ 100 milhões**. Estes fundos serão destinados à compra de alimentos e medicamentos essenciais para a população cubana. No entanto, uma condição crucial foi estabelecida: a distribuição não passará pelo governo cubano, mas sim através da **Igreja Católica cubana**, garantindo que a ajuda chegue diretamente a quem precisa e não seja desviada.

Rubio também criticou duramente a forma como o regime cubano lucra com as remessas enviadas por cubanos no exterior para seus familiares. Segundo ele, o governo cobra taxas elevadas em bancos e em contratos milionários, tudo administrado pela Gaesa. Ele também mencionou que, diante da crise energética, os recursos disponíveis são priorizados para o abastecimento do aparato governamental, em detrimento da população.

Contexto de pressão e possíveis ações

O vídeo foi divulgado em um período de **intensa pressão de Washington sobre Havana**. Além disso, circulam relatos sobre a possibilidade de os EUA estarem considerando algum tipo de intervenção ou ação direta na ilha. Paralelamente, o ex-presidente cubano Raúl Castro pode ser formalmente acusado pela justiça americana por um incidente ocorrido há 30 anos, envolvendo a derrubada de aviões com cidadãos norte-americanos a bordo.

Essa estratégia de comunicação direta com o povo cubano e o anúncio de ajuda humanitária independente do regime sinalizam uma nova fase na política externa dos Estados Unidos em relação a Cuba, buscando enfraquecer o controle do governo e promover uma mudança percebida como democrática e voltada para o cidadão comum.

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