Filósofo, sósia de Bukele e neta de ex-presidente: conheça os favoritos na eleição presidencial da Colômbia em meio à violência

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Colômbia define seu próximo líder em eleição marcada pela violência e polarização política

A Colômbia se dirige às urnas neste domingo para o primeiro turno das eleições presidenciais, com 11 candidatos buscando conquistar a confiança do eleitorado. A disputa, no entanto, concentra as atenções em três nomes que despontam como favoritos: um filósofo de esquerda, um advogado de direita comparado a Nayib Bukele e a neta de um ex-presidente, representando a vertente conservadora.

Este pleito definirá o sucessor de Gustavo Petro, o atual presidente que está no cargo desde 2022. A Constituição colombiana não permite a reeleição, o que intensifica a busca por novas lideranças. O contexto eleitoral é preocupante, marcado por um aumento da violência no país, incluindo o assassinato de um importante pré-candidato em 2025, além de crescentes tensões com o Equador devido a operações contra o crime organizado.

As pesquisas de opinião até o momento indicam que Iván Cepeda, apoiado pelo atual presidente Petro, lidera as intenções de voto. O senador e filósofo, filiado ao partido Pacto Histórico, representa a esquerda colombiana e defende a continuidade das políticas implementadas por Petro. Ele é conhecido por seu papel na negociação do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2016, embora grupos dissidentes da guerrilha ainda representem um desafio à segurança nacional.

Iván Cepeda: o filósofo da paz e da continuidade

Aos 63 anos, Iván Cepeda tem como principal bandeira a defesa do diálogo como ferramenta para encerrar o conflito armado. Sua trajetória política inclui a atuação em um processo judicial que levou à prisão do ex-presidente Álvaro Uribe, embora Uribe tenha sido posteriormente absolvido de acusações de suborno e fraude processual. Cepeda propõe o aumento do salário mínimo, a redução de benefícios para congressistas e uma reforma agrária como pilares de seu plano de governo.

Abelardo de la Espriella: o “Bukele colombiano” e a promessa de linha dura

Em segundo lugar nas pesquisas, surge o advogado Abelardo de la Espriella, de 47 anos, líder do movimento de ultradireita Defensores da Pátria. Com uma notável semelhança física com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, a quem admira, de la Espriella adota um discurso de confronto contra as guerrilhas, prometendo uma ofensiva militar em vez de diálogo. Sua campanha tem sido marcada por incidentes de violência, com dois de seus assessores mortos a tiros e acusações de planos de assassinato contra sua pessoa.

Conhecido como “El Tigre”, de la Espriella defende a saída da Colômbia de organismos internacionais como a ONU e a OEA, que ele considera promotores de “políticas de esquerda”. Apesar de seu discurso radical, o candidato também mantém um lado empresarial, vendendo produtos como bebidas, livros e até roupas em seu site “De la Espriella Style”. Ele também se envolveu em polêmicas, como declarações sobre sua vida sexual e a defesa de Alex Saab, empresário acusado de ser laranja do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Paloma Valencia: a neta de ex-presidente e a aposta conservadora

Uma das surpresas da campanha é o crescimento de Paloma Valencia, senadora e neta do ex-presidente Guillermo León Valencia. Aos 50 anos, Valencia, filiada ao Centro Democrático, foi a mais votada nas primárias de seu partido, com mais de 3 milhões de votos. Ela aparece em terceiro lugar nas pesquisas para o primeiro turno e, se eleita, será a primeira mulher a presidir a Colômbia.

Paloma Valencia também advoga por uma postura firme contra o conflito armado, prometendo ações imediatas das Forças Armadas e da polícia. Suas propostas incluem o uso de inteligência artificial para combater a corrupção e atrair investimentos estrangeiros, além da criação de centros agrícolas para que presos trabalhem durante o cumprimento de suas penas. Ideologicamente, Paloma defende pautas conservadoras, como a oposição ao aborto e à adoção por casais do mesmo sexo, embora reconheça a diversidade de formações familiares.

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