EUA Designam CV e PCC como Terroristas Globais, Relembrando Intervenções Passadas
O Departamento de Estado dos Estados Unidos tomou uma decisão significativa ao classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como “terroristas globais especialmente designados” e “organizações terroristas estrangeiras”. Esta medida confere às organizações criminosas brasileiras o mesmo status jurídico de grupos como os cartéis mexicanos de Sinaloa e Jalisco Nova Geração (CJNG), e a gangue Tren de Aragua, da Venezuela.
O histórico recente demonstra que a rotulação de terrorismo por parte da Casa Branca pode preceder o uso de força militar ou de inteligência em regiões estratégicas. Essa escalada de ações, sob a administração Trump, levanta preocupações sobre possíveis desdobramentos futuros, ecoando operações passadas na América Latina.
A decisão, divulgada recentemente, coloca em perspectiva a política externa dos EUA em relação ao combate ao crime organizado transnacional e suas implicações geopolíticas. Conforme informação divulgada pelas fontes, a classificação de terrorismo pode abrir caminho para ações mais contundentes por parte de Washington. Agora, o Brasil se encontra no centro de uma nova dinâmica de segurança internacional.
O Caso Venezuela: Invasão Armada e Captura de Maduro
Em janeiro de 2026, uma operação militar extraordinária na Venezuela resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro. Agentes da Força Delta dos EUA invadiram Caracas e bombardearam bases militares, desestabilizando as defesas do país. A justificativa para essa ação foi a classificação do regime bolivariano como uma “ameaça terrorista transnacional”.
Anteriormente, o Departamento de Justiça dos EUA havia indiciado Maduro por “narcoterrorismo”, alegando cooperação entre seu governo, cartéis de drogas e grupos armados. A escalada incluiu sanções econômicas e um bloqueio naval focado no combate ao tráfico internacional. A rotulação de terrorismo, segundo as fontes, permitiu aos EUA deslegitimar instituições venezuelanas e autorizar a ação de força. Maduro foi levado a um centro de detenção federal em Nova York.
México: Guerra Secreta da CIA e Pressão Diplomática
No México, a designação de cartéis como organizações terroristas estrangeiras serviu de base para uma ofensiva que combinou pressão diplomática e incursões de inteligência. Após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, o governo Trump intensificou as exigências para que o México “intensificasse esforços” contra o crime organizado.
A captura e morte de “El Mencho” contou com informações estratégicas do governo americano. Paralelamente, a imprensa internacional noticiou uma “guerra secreta” conduzida pela CIA em solo mexicano desde 2025. O objetivo dessas missões, segundo fontes de inteligência, vai além da captura de líderes, focando no desmantelamento de redes financeiras e logísticas, utilizando táticas semelhantes às empregadas em missões antiterrorismo no Oriente Médio.
Implicações da Classificação de Terrorismo para o Brasil
A designação do CV e PCC como organizações terroristas globais pelo governo Trump tem implicações significativas para o Brasil. Essa medida pode facilitar a cooperação em inteligência e, potencialmente, justificar ações conjuntas de combate ao crime organizado com os Estados Unidos, incluindo o uso de recursos de inteligência e, em casos extremos, a possibilidade de intervenções.
A experiência em outros países sugere que essa classificação pode levar a um aumento da pressão internacional sobre as instituições brasileiras e a uma maior atuação de agências de inteligência americanas em território nacional. O precedente da Venezuela e do México indica um caminho onde a luta contra o terrorismo se confunde com o combate ao crime organizado, abrindo um leque de possibilidades de ação para os EUA.
