Hildon Chaves promete grande concurso para Policial Militar em Rondônia e alerta sobre “apagão de soldados”
O pré-candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves, destacou a grave deficiência de efetivo na Polícia Militar do estado, alertando para um “apagão de soldados”. Em entrevista a uma rádio local, Chaves afirmou que, caso eleito, promoverá um amplo concurso público para reforçar as forças de segurança.
A segurança pública é uma das principais preocupações dos eleitores rondonienses, e Hildon Chaves abordou o tema com veemência, detalhando a situação crítica enfrentada pela corporação. A promessa de um concurso público visa sanar um problema que se arrasta há anos, segundo o pré-candidato.
A declaração foi feita em conjunto com o deputado estadual Cirone Deiró, pré-candidato a vice na chapa, que também ressaltou a urgência de medidas para combater a criminalidade no estado. As informações são de assessoria eleitoral.
Deficiência de efetivo na PM e promessa de concurso
Hildon Chaves denunciou o que chamou de “apagão de soldados” na Polícia Militar de Rondônia, explicando que há uma grande concentração de oficiais e poucos praças. “A corporação tem uma grande maioria de oficiais, de cabos para cima, enquanto os praças estão abandonados”, declarou. Ele também mencionou um déficit salarial significativo, defendendo a necessidade de equiparação com outros estados da região.
O pré-candidato confirmou que, se eleito, realizará “um grande concurso público” para suprir a carência de soldados não apenas na Polícia Militar, mas também no Corpo de Bombeiros e na Defesa Civil. “Faz muitos anos que não se contratam novos soldados e será importante fazer um concurso público. Necessitamos ter capacidade operacional e atuar fortemente no combate à corrupção, em toda a esfera pública”, ressaltou.
Chaves, que atuou como promotor por mais de vinte anos, expressou seu compromisso com o fortalecimento dos policiais. “Já prendi muito vagabundo quando fui promotor, serei um governador voltado para o fortalecimento dos nossos policiais”, afirmou.
Regularização fundiária e uso de tecnologia como soluções
Abordando a questão fundiária, Hildon Chaves apontou que a falta de solução para a distribuição de terras tem contribuído para o aumento da violência no campo. Ele criticou a forma como o estado foi formado, com um grande volume de terras da União que não foram devidamente arrecadadas pelo estado.
O pré-candidato lamentou a destruição de propriedades de pequenos agricultores que possuíam documentos do Incra, criticando a ação do Governo Federal. Ele também defendeu o uso de tecnologia para otimizar a gestão pública e suprir a falta de recursos. “Teremos pouca margem de sobra para investimentos no primeiro ano, mas a tecnologia poderá nos auxiliar nessa questão”, disse.
Chaves citou o exemplo de Porto Velho, onde a substituição de lâmpadas antigas por LED gerou uma economia de R$ 3 milhões por mês e aumentou a segurança. Ele destacou que sistemas de monitoramento e iluminação pública tecnológica já funcionam em outros estados e países, podendo ser implementados rapidamente em Rondônia.
Integração de órgãos e combate ao feminicídio
Cirone Deiró, pré-candidato a vice-governador, comparou a situação da PM a um “jogador de xadrez que está sem peões e só tem as peças maiores para jogar”, ilustrando a falta de soldados. Ele também denunciou a insegurança que afeta tanto as cidades quanto o campo, com produtores tendo que vigiar suas plantações.
Deiró enfatizou a necessidade de integrar órgãos públicos como a PM, Polícia Civil, Polícia Penal, Ministério Público e Tribunal de Justiça. “Fazer concurso é para ontem, para enfrentar o crime organizado é preciso atuar de forma organizada”, declarou, considerando inconcebível que a polícia não tenha acesso a todas as localidades.
O pré-candidato a vice também abordou o feminicídio, classificando-o como um “crime hediondo” que destrói famílias. Ele ressaltou que Rondônia ocupa o segundo lugar no país em número de assassinatos e violência doméstica contra mulheres.
Cirone Deiró propôs a criação de novos canais de denúncia, delegacias especializadas e espaços de acolhimento para mulheres ameaçadas, além de investir em educação para combater esse grave problema social. “Precisamos trabalhar não apenas no sentido de punir os responsáveis, mas também criar novos canais de denúncia, atuando para proteger as mulheres ameaçadas”, concluiu.
