Homem Condenado por Invadir Contas do Snapchat e Roubar Fotos Íntimas
Um homem de Illinois, nos Estados Unidos, foi sentenciado a mais de seis anos de prisão por invadir centenas de contas do Snapchat. Kyle Svara, de 27 anos, admitiu ter acessado perfis de mulheres para roubar fotos de nudez total ou parcial, que subsequentemente guardava, vendia ou trocava na internet. A condenação representa um duro golpe contra crimes cibernéticos que exploram a intimidade alheia.
Svara foi sentenciado a 76 meses de prisão pelo juiz federal Brian Murphy, em Boston, após se declarar culpado das acusações. Ele foi pego em um esquema que envolvia o roubo de imagens de atletas universitárias e outras mulheres, a pedido de um ex-treinador de atletismo. A sentença foi confirmada por um porta-voz da promotoria federal.
A defesa de Svara alegou que os crimes ocorreram durante um período de isolamento, quando ele era estudante da Universidade de Illinois, no contexto do lockdown da Covid-19. Segundo os advogados, ele demonstra **profundo remorso e vergonha** por suas ações. Conforme informação divulgada pelo g1, a promotoria detalhou o modus operandi do criminoso.
O Esquema de Phishing e Roubo de Dados
Entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, Kyle Svara utilizou números de telefone anônimos para enviar mensagens de texto a mais de 1.500 mulheres. Nessas mensagens, ele fingia ser parte da equipe de suporte do Snapchat, induzindo as vítimas a compartilharem códigos de segurança. Esse método, conhecido como phishing, permitiu que Svara acessasse as contas de pelo menos 517 mulheres.
O acesso indevido resultou no roubo de fotos de nudez total ou parcial de pelo menos 59 vítimas. Svara não apenas guardava essas imagens para si, mas também oferecia seus serviços de invasão de contas online. Ele chegou a receber US$ 50, o equivalente a R$ 253,90 na cotação da época, do ex-técnico da Northeastern University, Steve Waithe, para invadir contas de mulheres e roubar suas imagens íntimas.
Conexão com Outros Crimes e Pornografia Infantil
Steve Waithe, o ex-treinador, já havia sido condenado em 2024 a cinco anos de prisão pelo mesmo tipo de crime, enganando jovens mulheres para obter fotos íntimas ou roubando-as. Waithe foi responsável por pelo menos 56 vítimas em todo o país. Svara, além de fraude informática e roubo de identidade, admitiu ter feito uma declaração falsa às autoridades ao negar interesse em pornografia infantil, material que foi encontrado em suas contas online.
Ação Contra Divulgação de Fotos Íntimas no Brasil
Embora o caso tenha ocorrido nos Estados Unidos, a divulgação de fotos íntimas sem consentimento é um crime severamente punido no Brasil. A legislação brasileira prevê prisão e o pagamento de indenizações às vítimas. Em muitos casos, as plataformas digitais podem ser acionadas judicialmente para remover esse tipo de conteúdo. As vítimas também podem solicitar a remoção diretamente aos provedores de serviços, como o Google, que oferece formulários específicos para esses pedidos.
As Delegacias da Mulher no Brasil são frequentemente equipes mais preparadas para acolher vítimas desses crimes, mas o registro da ocorrência e a denúncia podem ser feitos em qualquer delegacia. A conscientização sobre segurança digital e os riscos do compartilhamento de informações pessoais é fundamental para a prevenção.
