Presidente da FIFA, Gianni Infantino, teria se envolvido em pedido de autorização de trabalho para empregada doméstica junto ao governo de Donald Trump.
O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, é o centro de uma polêmica após uma reportagem do jornal New York Post revelar que ele teria buscado a intervenção do governo de Donald Trump para obter uma autorização de trabalho para sua empregada doméstica, de nacionalidade nicaraguense.
A situação se tornou delicada após o governo americano revogar o status legal da funcionária. Conforme apurado pelo jornal americano, Infantino teria recorrido a um assessor com fortes conexões políticas para interceder junto às autoridades federais de imigração em favor de Yajarlin del Socorro Fernandez, de 33 anos.
Os detalhes vêm à tona em um momento delicado para o dirigente ítalo-suíço, que se prepara para uma eleição presidencial na FIFA em março de 2027. A reportagem, baseada em documentos aos quais o New York Post teve acesso, sugere que a mulher continuou empregada por meses mesmo após a expiração de sua permissão de trabalho, conforme divulgado pelo jornal New York Post.
Arranjo para obtenção de visto de trabalho levantou suspeitas
De acordo com as informações, em janeiro de 2026, Yajarlin obteve uma autorização de trabalho vinculada ao Departamento de Segurança Interna. No entanto, o processo teria envolvido o uso de um endereço supostamente falso por parte do círculo íntimo de Infantino, em vez de informar a residência onde a empregada realmente vivia e prestava serviços para o presidente da FIFA e sua família.
Fontes ouvidas pelo The Post indicam que Leena, esposa de Infantino, foi a responsável pela contratação de Yajarlin antes mesmo de ela possuir qualquer autorização de trabalho inicial. Este detalhe adiciona uma camada de complexidade à narrativa sobre a situação migratória da funcionária.
Carlos Cordeiro, ex-parceiro de negócios, teria articulado o acordo
A articulação para o arranjo migratório teria sido realizada por Carlos Cordeiro, ex-banqueiro do Goldman Sachs e que recentemente deixou a FIFA. A saída de Cordeiro ocorreu após o fracasso do plano de Infantino em vender direitos comerciais de torneios da entidade para investidores privados, um projeto que gerou intensas repercussões nos últimos meses.
Procurado pelo The Post para comentar seu suposto papel no processo de imigração de Yajarlin, Cordeiro se recusou a fornecer declarações. A FIFA e Gianni Infantino também não responderam aos questionamentos enviados pelo jornal americano sobre o caso, mantendo silêncio diante das revelações.
Infantino enfrenta pressão após polêmicas recentes
Este episódio surge em um período em que Gianni Infantino já lida com as consequências do insucesso de sua estratégia para a privatização das operações comerciais da FIFA. O presidente da entidade máxima do futebol, que tem eleições marcadas para março de 2027, vê sua imagem abalada por novas informações que circulam na imprensa internacional.
A reportagem do New York Post lança luz sobre práticas que podem levantar questionamentos sobre a conduta do dirigente e sua equipe próxima, adicionando mais um capítulo às controvérsias que cercam a liderança da FIFA sob o comando de Infantino. A busca por autorização de trabalho para sua empregada doméstica, utilizando supostamente de meios pouco convencionais, pode gerar investigações futuras.
