Justiça de RO condena mandante e executor a mais de 29 anos por mortes em briga por terras e negócios imobiliários

RONDONIA

Justiça condena mandante e executor por mortes em briga por terras em RO

Duas pessoas foram condenadas nesta terça-feira (7) por homicídios em Machadinho D’Oeste, Rondônia. As penas foram de mais de 29 anos de prisão em regime fechado para cada um dos réus, que não tiveram suas identidades reveladas. A condenação foi obtida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO).

Um dos condenados foi apontado como o mandante e o outro como o executor dos crimes. As motivações foram uma disputa de terras e prejuízos em um negócio imobiliário. O julgamento, que durou cerca de 14 horas, apresentou provas que ligavam diretamente os crimes ao conflito de propriedades. Ao final, os dois réus saíram do tribunal diretamente para o presídio.

Conforme as investigações, o caso teve início em 2019. No dia 27 de abril daquele ano, um homem sofreu uma tentativa de homicídio em sua propriedade rural, mas sobreviveu ao ataque. Meses depois, em 25 de agosto, ocorreu um segundo crime, quando a mãe desse homem foi morta enquanto trabalhava em uma sorveteria em Vale do Anari.

Crimes motivados por disputa de terras e negócios imobiliários

A investigação concluiu que os dois crimes tiveram a mesma motivação: uma disputa por limites de terras e prejuízos financeiros relacionados a um negócio imobiliário envolvendo o mandante. O caso gerou grande comoção na região por envolver dois ataques violentos contra membros da mesma família.

Durante o julgamento, os promotores de Justiça Alisson Xenofonte e Eduardo do Carmo apresentaram provas contundentes. Entre elas, estavam escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e laudos balísticos, que indicaram a origem dos disparos e as armas utilizadas.

Ligação direta entre mandante e executor comprovada

Com base nessas evidências, os jurados do Tribunal do Júri entenderam que houve ligação direta entre quem planejou e quem executou os crimes, caracterizando uma ação conjunta. Os dois acusados foram condenados a 29 anos e 4 meses de prisão cada um, com a determinação de cumprimento imediato em regime fechado.

A decisão reforça a atuação do Ministério Público na busca por justiça em casos de crimes violentos, especialmente quando motivados por disputas de terra e interesses financeiros. A condenação representa um marco para a comunidade local, que clamava por respostas após os trágicos eventos.

Segurança da criança no momento do crime

Um detalhe que marcou o segundo crime foi a presença de uma criança. A mãe da vítima fatal estava com a neta de 3 anos no colo no momento do ataque na sorveteria. Felizmente, a criança não sofreu ferimentos, mas o fato evidenciou a brutalidade dos atos e a necessidade de uma punição exemplar.

A sentença proferida nesta terça-feira (7) busca trazer um alento às famílias afetadas e reafirmar o compromisso do sistema judiciário com a resolução de conflitos agrários e a punição de crimes hediondos. A comunidade de Machadinho D’Oeste e região acompanha o desfecho com atenção.

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