Justiça de SP decide futuro do Delegado Da Cunha: TJ mantém suspensão da demissão e abre caminho para análise do mérito

RONDONIA

Justiça de SP mantém Delegado Da Cunha na Polícia Civil e suspende demissão

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) tomou uma decisão crucial no embate entre o deputado federal Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado Da Cunha, e o governo do estado. A corte manteve a liminar que havia suspendido a demissão do parlamentar do quadro da Polícia Civil paulista.

A decisão significa que, na prática, o Delegado Da Cunha permanece como membro da corporação policial. Ele havia sido exonerado em 3 de setembro, após o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) considerar procedentes acusações em um processo administrativo. A pena aplicada foi a demissão a bem do serviço público.

No entanto, logo no mesmo dia da publicação da exoneração no Diário Oficial, o TJSP suspendeu a medida. Isso ocorreu após o deputado entrar com um mandado de segurança contra a decisão do governador. O caso agora aguarda o julgamento do mérito pela Justiça, o que definirá o futuro de Da Cunha na Polícia Civil.

Governo de SP alega infrações graves e perseguição política é apontada

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o governo de São Paulo sustentou perante a Justiça que a demissão do Delegado Da Cunha se baseou em um processo administrativo instaurado em setembro de 2021. Na ocasião, apurava-se a suspeita de infrações administrativas graves, descumprimento de deveres e transgressões disciplinares durante o exercício do cargo de delegado.

Em resposta, o próprio parlamentar afirmou ao Metrópoles que sua demissão foi resultado de uma “perseguição política”. Da Cunha, que estava licenciado da instituição, ganhou notoriedade nacional ao divulgar vídeos de operações policiais nas redes sociais antes de ser eleito deputado federal em 2022.

Projeção nacional e polêmicas marcaram a carreira do delegado

A forte exposição nas redes sociais, que impulsionou a carreira política de Da Cunha, também o colocou no centro de diversas investigações. Um episódio marcante ocorreu em 2020, quando o delegado foi acusado de obrigar uma vítima de sequestro e um criminoso a retornarem a um cativeiro desativado.

O objetivo, segundo as apurações, era reencenar e gravar a ação policial. Da Cunha chegou a admitir a reprodução da ocorrência. Contudo, o processo judicial relacionado a este episódio específico foi arquivado em 2024, conforme noticiado pelo Metrópoles.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *