Leilão da Caerd na Semana da Eleição: Hildon Chaves Denuncia “Cheiro de Podre” e Compara com Erro da BR-364

GERAL

Hildon Chaves levanta suspeitas sobre leilão da Caerd às vésperas da eleição

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves, expressou forte desconfiança em relação ao leilão da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), marcado para ocorrer na semana da eleição estadual. Para Chaves, a iniciativa do governo em realizar a privatização em um momento tão próximo ao pleito, sem o devido debate público, demonstra uma situação suspeita.

O candidato, filiado à União Progressista, utilizou um debate promovido pela REMA TV para fazer suas declarações. Ele enfatizou que, após décadas de carência em saneamento básico no estado, a decisão de privatizar a Caerd justamente na semana da eleição levanta sérias questões sobre os motivos e a transparência do processo.

Chaves alerta que a pressa em concluir o leilão pode trazer consequências negativas para a população, comparando a situação com o que ocorreu no passado com a privatização da BR-364. As informações e declarações foram divulgadas pela assessoria eleitoral do candidato.

Críticas à pressa e falta de debate público

O candidato Hildon Chaves destacou que a população de Porto Velho e de todo o estado de Rondônia sofre há muitos anos com a ausência de saneamento básico. Diante desse cenário, a realização do leilão da Caerd, anunciado para o dia 29 de setembro na Bolsa de Valores de São Paulo, pelo valor de R$ 8,47 bilhões, e com previsão de um contrato de 35 anos, soa como uma manobra política para o candidato.

“Fazer essa privatização na mesma semana da eleição, sem um grande debate público, revela que existe algo de muito podre em toda essa história”, afirmou Chaves, questionando se o governo estadual estaria prestes a repetir um “erro trágico”, semelhante ao ocorrido com a BR-364.

Comparação com a privatização da BR-364

Hildon Chaves reiterou a estranheza da “pressa repentina” do governo em realizar o leilão da Caerd. Ele observou que a situação atual remete à privatização da BR-364, um processo que, segundo ele, gerou muitos problemas e que agora parece estar se repetindo com a Caerd.

“Estamos vendo a privatização da BR-364 se repetir diante dos nossos olhos e ninguém fala nada, mas depois da eleição, quando a ficha cair, vai ser tarde demais”, alertou o candidato, enfatizando a necessidade de atenção da população para o desfecho desse processo.

Questionamentos sobre o timing da decisão

O candidato questiona o motivo de todo o movimento em torno da privatização da Caerd ocorrer “no apagar das luzes”, especialmente após o governo ter passado oito anos de mandato sem abordar o assunto de forma efetiva. A decisão de tamanha importância, tomada a apenas seis dias da eleição, em um estado que, segundo Chaves, está “literalmente falido”, reforça a suspeita sobre as reais intenções por trás da medida.

“O meu questionamento é que todo esse movimento ocorra justamente no apagar das luzes, depois de atravessar praticamente todos os oito anos de mandato sem tocar no assunto. Justo agora, seis dias antes da eleição”, declarou Hildon, ressaltando que não se pode ignorar a estranheza da situação.

Alerta para o futuro e consequências

Hildon Chaves finalizou seu pronunciamento com um aviso claro: após a eleição, quando as consequências dessa decisão se tornarem mais evidentes, não adiantará mais lamentar ou tentar reverter o quadro. Ele enfatizou a importância de a população estar ciente do que está em jogo e das possíveis implicações futuras.

“Depois não adianta aparecer na TV e dizer que era contra”, alertou o candidato, sugerindo que a omissão e a falta de questionamento no momento atual podem levar a um arrependimento futuro, caso o leilão da Caerd se concretize sob tais circunstâncias.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *