Melania Trump nega laços com Jeffrey Epstein e desmente ter sido apresentada a Trump pelo financista

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Melania Trump rompe o silêncio sobre Jeffrey Epstein e rebate acusações de difamação

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, emitiu uma declaração contundente nesta quinta-feira (9), abordando as alegações que a ligam ao financista Jeffrey Epstein, conhecido por seu envolvimento em um esquema de tráfico sexual de menores. Melania Trump declarou que sua reputação está sendo alvo de difamação através de informações falsas e mentiras.

“As mentiras que me ligam ao desprezível Jeffrey Epstein precisam acabar hoje”, afirmou a primeira-dama. Ela criticou veementemente aqueles que, segundo ela, estão mentindo sobre sua pessoa, descrevendo-os como desprovidos de padrões éticos, humildade e respeito. Melania rejeitou as tentativas de prejudicar sua imagem pública.

Em seu pronunciamento, Melania Trump negou categoricamente qualquer relacionamento íntimo com Epstein, desmentindo também ter utilizado seu avião ou visitado sua ilha. Ela ressaltou que sua primeira vez conhecendo o financista foi no ano 2000, em um evento social ao lado de Donald Trump, e que na época não tinha conhecimento de suas atividades ilícitas. As informações foram divulgadas pela Reuters.

Desmentido sobre apresentação a Trump e e-mail para Ghislaine Maxwell

Melania Trump também negou veementemente que Jeffrey Epstein tenha sido o responsável por apresentá-la a Donald Trump. Ela confirmou ter conhecido Epstein em 2000, em um evento onde estava com o então empresário, mas assegurou que, naquele momento, ela não o conhecia e desconhecia suas atividades.

A primeira-dama também se pronunciou sobre um e-mail enviado em 2002 para Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Epstein e figura central no esquema. O e-mail, divulgado junto a outros documentos do caso, continha comentários de Melania sobre um artigo na revista New York Magazine a respeito de Epstein. “Ótima matéria sobre a JE na revista NY. Você está ótima na foto”, dizia a mensagem, seguida de um pedido para que Maxwell ligasse ao retornar para Nova York.

Apelo por audiência pública com vítimas e contexto do caso Epstein

Durante sua declaração, Melania Trump fez um apelo ao Congresso dos Estados Unidos para que realize uma audiência pública com as vítimas de Jeffrey Epstein. Ela defendeu que todas as mulheres que desejarem tenham o direito de depor publicamente, e que seus testemunhos sejam devidamente registrados no Congresso, como um caminho para se chegar à verdade.

O caso Jeffrey Epstein ganhou nova notoriedade em 2024 com a divulgação de documentos judiciais que citaram mais de 150 nomes. Entre eles, figuram personalidades como o ex-presidente Bill Clinton e o príncipe Andrew do Reino Unido. Epstein foi preso em 2019, acusado de tráfico sexual de menores, e morreu na prisão em 2019, em um caso oficialmente classificado como suicídio.

Donald Trump e a relação com Epstein em documentos judiciais

O presidente Donald Trump, em declarações anteriores, negou ter tido uma amizade profunda com Epstein, embora seja de conhecimento público que ambos mantiveram contato entre as décadas de 1990 e 2000. Trump afirmou ter rompido relações com o financista após a eclosão do escândalo. Documentos judiciais divulgados anteriormente já haviam mencionado o nome de Trump em registros de voos de Epstein e em uma carta de aniversário que ele teria enviado ao milionário. Em janeiro de 2026, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou mais de 3 milhões de páginas relacionadas ao caso, onde o nome de Trump aparece citado diversas vezes, incluindo uma denúncia de estupro contra uma menor de idade, que o presidente nega.

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