Ministério da Saúde adota Teste Imunoquímico Fecal para rastreamento do Câncer de Intestino no SUS
O Ministério da Saúde anunciou uma importante atualização em seus protocolos de saúde pública. A partir de agora, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) será o exame de referência para o rastreamento do câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, em todo o Sistema Único de Saúde (SUS).
Essa medida visa ampliar significativamente o acesso à prevenção e à detecção precoce da doença, beneficiando milhões de brasileiros. O novo protocolo se aplica a homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos, faixa etária considerada de maior risco.
A decisão do Ministério da Saúde, divulgada nesta quinta-feira (21), representa um avanço na luta contra um dos tipos de câncer mais comuns no país. A expectativa é que a praticidade e a menor invasividade do FIT aumentem a adesão da população aos exames preventivos, conforme divulgado pelo SBT NEWS.
FIT: Uma ferramenta prática e eficaz para a detecção precoce
O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) é capaz de identificar a presença de sangue oculto nas fezes, invisível a olho nu. Essas pequenas quantidades de sangue podem ser um indicativo de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou do próprio câncer de intestino. O exame utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, garantindo maior precisão.
Uma das grandes vantagens do FIT é a sua praticidade. A coleta do material é feita pelo próprio paciente em casa, utilizando um kit fornecido. Após a coleta, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o teste detecte a presença de sangue oculto, o paciente é encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, que continua sendo o padrão-ouro para a investigação detalhada do intestino.
O novo protocolo destaca que o FIT não exige preparo intestinal prévio nem restrições alimentares antes da coleta, e uma única amostra já é suficiente para a análise. Essa simplicidade contribui para que mais pessoas se sintam confortáveis em realizar o exame, aumentando as chances de diagnóstico em estágios iniciais, quando as chances de cura são significativamente maiores.
Câncer de Intestino: Um desafio crescente no Brasil
O câncer de intestino já figura como o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, superado apenas pelo câncer de pele não melanoma. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar aproximadamente 53,8 mil novos casos anualmente entre 2026 e 2028.
A doença é frequentemente silenciosa em seus estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os sintomas costumam se manifestar quando o câncer já está em um estágio mais avançado. Entre os sinais de alerta estão sangramento nas fezes, alterações no hábito intestinal, dor abdominal, perda de peso inexplicada, anemia e a sensação de que o intestino não foi completamente esvaziado.
Estilo de vida e prevenção: Fatores cruciais
A prevenção do câncer de intestino está intrinsecamente ligada ao estilo de vida adotado pela população. Fatores como o consumo frequente de carnes vermelhas e alimentos ultraprocessados, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o sedentarismo são considerados importantes contribuintes para o aumento do risco da doença.
Por outro lado, a adoção de hábitos saudáveis, como uma dieta rica em fibras, frutas e vegetais, a prática regular de atividades físicas e a moderação no consumo de álcool, podem reduzir significativamente as chances de desenvolvimento do câncer colorretal. A conscientização e a participação em programas de rastreamento, como o agora implementado pelo Ministério da Saúde, são essenciais para combater essa enfermidade.
