Novo Pedido de Impeachment Contra Osmar Stabile no Corinthians: Irregularidades em Contratações são Apontadas

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Corinthians: Presidente Osmar Stabile é Alvo de Novo Pedido de Impeachment por Irregularidades em Contratações

Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou nesta quarta-feira um novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile. O documento, ao qual o UOL teve acesso, aponta supostas irregularidades cometidas pela atual gestão em contratações de empresas ligadas à área de segurança e controle de acesso do clube.

Os autores do pedido argumentam que os episódios configuram descumprimento do Estatuto Social do Corinthians e possíveis violações à legislação esportiva e civil. O requerimento tem como principal fundamento o caso da Mega Assessoria Operacional, empresa investigada pelo Ministério Público de São Paulo por prestar serviços ao clube sem contrato formal.

Adicionalmente, o pedido de impeachment contra Osmar Stabile incorpora uma nova acusação envolvendo a contratação da Bear Security Ltda., empresa sediada no Rio de Janeiro. As alegações ampliam a pressão política sobre a atual gestão corintiana, que já enfrenta investigações sobre a Mega Assessoria Operacional. Conforme informação divulgada pelo UOL, o novo pedido surge em meio às investigações conduzidas pelo Ministério Público.

Mega Assessoria Operacional no Centro da Crise

O Ministério Público investiga a contratação da Mega Assessoria Operacional para atuar no controle de acesso de importantes instalações do Corinthians, incluindo o Parque São Jorge, o CT Joaquim Grava e a Neo Química Arena. A apuração foi iniciada após questionamentos sobre a prestação de serviços sem contrato formal e sobre a emissão de notas fiscais utilizadas para justificar pagamentos. Documentos obtidos pelo UOL indicam pagamentos ao clube que somam cerca de R$ 676 mil.

Os autores do pedido de impeachment contra Osmar Stabile afirmam que a contratação ocorreu sem o cumprimento de exigências estatutárias relacionadas à formalização de despesas e aos procedimentos internos de governança. Eles sustentam que os mecanismos de controle previstos pelo clube para esse tipo de contratação não foram acionados, o que reforça a gravidade das acusações.

A peça também menciona os desdobramentos da investigação do Ministério Público, que apontou divergências entre versões apresentadas por dirigentes e pelo próprio Corinthians sobre a origem da contratação emergencial da empresa. O promotor Cassio Roberto Conserino demonstrou surpresa ao constatar que a empresa pertencia a Fernando José da Silva, apontado pelo Corinthians como um dos responsáveis pela contratação. O MP solicitou novos documentos e determinou diligências para esclarecer a participação dos envolvidos.

Bear Security Ltda.: A Nova Acusação no Impeachment de Stabile

Além da Mega Assessoria Operacional, o pedido de impeachment contra Osmar Stabile inclui questionamentos relacionados à Bear Security Ltda., empresa que passou a prestar serviços ao Corinthians durante a gestão do atual presidente. Segundo os autores, a contratação teria ocorrido sem concorrência formal e sem registros administrativos que comprovassem o procedimento de escolha.

O documento afirma que a Bear Security teria recebido pagamentos do Corinthians mesmo sem possuir regularização junto à Polícia Federal para atuação na área de segurança privada. Informações citadas pelos autores indicam que a empresa teria recebido aproximadamente R$ 586 mil do clube. Essa nova acusação adiciona mais um elemento ao pedido de impeachment de Osmar Stabile.

O grupo de oposição também sustenta que a Bear Security prestava serviços à família de Osmar Stabile antes de ser contratada pelo Corinthians. Essa alegação foi acrescentada ao conjunto de argumentos que fundamentam o pedido de impeachment do presidente corintiano, ampliando o escopo das investigações sobre a gestão.

Grupo de Oposição Pede Processamento e Auditoria

O pedido de impeachment contra Osmar Stabile é assinado por um grupo de oposição formado por conselheiros e associados, incluindo o ex-vice-presidente Antonio Roque Citadini e ex-dirigentes como Fernando Perino, Marcelo Mandel e Yun Ki Lee. Os autores solicitam que o Conselho Deliberativo receba e processe o pedido, além de comunicar formalmente os fatos ao Ministério Público de São Paulo.

O grupo também pede a realização de uma auditoria independente com foco em contratações emergenciais e pagamentos realizados sem contrato formal. O novo requerimento intensifica a pressão sobre a atual gestão do Corinthians, que agora enfrenta um processo de impeachment com base em alegações de irregularidades em contratações de empresas de segurança.

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