Novo tremor de magnitude 4,9 é sentido em Caracas, na Venezuela, aumentando a tensão após série de abalos sísmicos que deixaram centenas de mortos e milhares de feridos. Autoridades alertam para o risco de novas réplicas e o agravamento da crise humanitária.
Um novo tremor de magnitude 4,9 foi sentido em Caracas nesta sexta-feira (26), aumentando a apreensão entre os moradores da capital venezuelana. Embora considerado mais fraco que os sismos registrados na quarta-feira (24), que desencadearam a atual tragédia, este novo abalo pode agravar a situação, pois muitas estruturas já foram danificadas.
O balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano aponta para um número trágico de 920 mortes e 3.360 feridos até o momento. Estes números, no entanto, são considerados provisórios e há a expectativa de que aumentem consideravelmente, conforme o trabalho de resgate e contagem avança.
As informações foram divulgadas pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e são um reflexo da devastação causada pelos terremotos. Organismos internacionais, como a ONU e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), alertam que o número real de vítimas pode ser substancialmente maior, dadas a magnitude dos tremores, a fragilidade da infraestrutura e a alta densidade populacional das áreas atingidas. Conforme informação divulgada pelo governo venezuelano, o Escritório de Ajuda Humanitária da ONU estima que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil.
Estruturas fragilizadas e risco de novas réplicas em Caracas
O novo tremor, apesar de sua magnitude menor, representa um risco adicional para as edificações que já foram abaladas pelos sismos mais fortes. A presidente interina anunciou que o governo irá “militarizar” o estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas e declarada “zona de desastre”. A medida visa a intensificar os esforços de segurança e resgate na área costeira próxima a Caracas.
Jorge Rodríguez também informou que 172 pessoas ainda estariam presas nos escombros e que 383 edifícios foram total ou parcialmente destruídos. A busca por sobreviventes continua em meio a um cenário de destruição, com equipes de resgate trabalhando incansavelmente para retirar pessoas dos escombros e encontrar desaparecidos.
O “sismo gêmeo” que devastou a Venezuela
Os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira foram descritos como um “sismo gêmeo”, ocorrendo em sequência com uma diferença de menos de um minuto e a apenas 5 quilômetros de distância um do outro. O tremor mais forte teve seu epicentro registrado em El Guayabo, a 168 km da capital.
A baixa profundidade dos abalos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, contribuiu significativamente para o rastro de destruição. Quanto mais próximo o epicentro está da superfície, mais intensamente o tremor é sentido. Essa característica, aliada à ocorrência em áreas densamente povoadas, levou o USGS a estimar que o número de mortos poderia ultrapassar 10 mil pessoas.
Ajuda internacional começa a chegar à Venezuela
Diante da magnitude da tragédia, diversos países, incluindo Estados Unidos e Brasil, anunciaram o envio de equipes de apoio e ajuda humanitária. A chegada desta assistência internacional é crucial para os esforços de resgate e recuperação na Venezuela. As réplicas continuam a ser sentidas em cidades costeiras como La Guaira, e o aeroporto internacional de Caracas chegou a ser fechado para avaliações de segurança.
A situação exige uma resposta coordenada e eficaz, com o objetivo de minimizar o sofrimento das vítimas e iniciar o processo de reconstrução em um país já fragilizado. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, na esperança de que a ajuda chegue rapidamente às populações mais necessitadas.
