Painéis na Fronteira do Paraguai são Desativados Após Montagem de Bolsonaro Agressor de Jogador

BRASIL

Painéis publicitários na fronteira do Paraguai com o Brasil foram desativados após exibirem montagem polêmica envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. As estruturas, que mostraram o ex-chefe de Estado agredindo o jogador paraguaio Gustavo Gómez, foram desligadas neste sábado (30) após repercussão negativa e determinação do presidente Santiago Peña.

A polêmica teve início na sexta-feira (29), quando ao menos três telões em Cidade do Leste exibiram a montagem ofensiva. A imagem mostrava Bolsonaro sentado nas costas de Gómez, puxando-o pelos cabelos, com a provocação “o Hexa é nosso” e a frase “o Brasil mandou e desmandou no campo e na política”.

A divulgação das imagens gerou revolta entre moradores locais, que chegaram a destruir um dos telões. A situação escalou rapidamente, levando o governo paraguaio a intervir para conter os ânimos e restabelecer a ordem na região de fronteira.

As empresas responsáveis pelos painéis, Fast Print e Publimix, alegaram ter sido vítimas de invasão hacker, afirmando que o conteúdo foi divulgado por meio de manipulação não autorizada. A New Zone também se pronunciou, negando participação e solicitando esclarecimentos.

Conforme informação divulgada pelo g1, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai anunciou a retirada de painéis publicitários considerados irregulares em rodovias do país. Essa medida segue a determinação do presidente Santiago Peña, que ordenou a remoção das estruturas envolvidas no incidente.

Retirada de Estruturas Irregulares em Rodovias

O MOPC informou, em comunicado, que não autoriza a instalação de cartazes e painéis publicitários nas faixas de domínio das rodovias, áreas sob responsabilidade do Estado. A pasta citou a Lei nº 5.016/2014, que proíbe estruturas que possam comprometer a visibilidade dos motoristas ou representar risco à segurança viária.

Segundo o ministério, cartazes, pórticos e outras instalações irregulares são retirados imediatamente. O órgão também mencionou a existência de processos administrativos e ações judiciais para remover estruturas instaladas em desacordo com a legislação, ressaltando que decisões judiciais podem atrasar a execução dessas medidas.

Empresas Alegam Invasão Hacker e Registram Boletim de Ocorrência

Em nota divulgada na sexta-feira, as empresas Fast Print e Publimix declararam que os sistemas foram alvo de invasão hacker e que o conteúdo foi divulgado por meio de “manipulação não autorizada” das telas publicitárias. Elas afirmaram estar colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis.

A New Zone informou que não teve participação na divulgação do conteúdo e que solicitou esclarecimentos imediatos à empresa responsável pelos anúncios, além da retirada das imagens. As empresas também registraram uma denúncia criminal junto à Promotoria de Crimes Cibernéticos no Paraguai.

Presidente do Paraguai Lamenta o Ocorrido e Determina Ação

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, manifestou-se nas redes sociais lamentando a situação. Ele afirmou que “esse tipo de ação não contribui para o entendimento nem para o respeito que devem prevalecer entre os povos”. Peña enfatizou que o Paraguai está em um momento de crescimento e atração de investimentos, o que pode incomodar alguns.

“Ordenei ao MOPC a retirada de todas essas estruturas, assim como de qualquer outra instalação irregular que ocupe espaços públicos”, declarou Peña, reforçando o compromisso de seu governo com o avanço do país e a manutenção da ordem.

Investigação Aberta pela Prefeitura de Cidade do Leste

A prefeitura de Cidade do Leste também abriu uma investigação administrativa para apurar o caso e identificar os responsáveis pela divulgação das imagens ofensivas. Além disso, foi formalizada uma denúncia na Fiscalía, órgão paraguaio correspondente ao Ministério Público.

Até a última atualização, não havia informações sobre quem criou a montagem ou invadiu o sistema para exibi-la. As empresas responsáveis pelos telões não responderam a novas tentativas de contato do g1 sobre as circunstâncias da desativação dos painéis.

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