Parque Olímpico do Rio: Legado se Transforma em Parque Temático do Rock in Rio com Redução de Pretensões Esportivas

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Parque Olímpico do Rio: Legado se Transforma em Parque Temático do Rock in Rio com Redução de Pretensões Esportivas

Dez anos após os Jogos do Rio de Janeiro, o Parque Olímpico da Barra da Tijuca passa por uma reconfiguração significativa em seu plano de legado. O que antes previa a expansão do Centro Olímpico de Treinamento do COB e a construção de edifícios, agora mira um parque temático inspirado no Rock in Rio, com atrações como resort, montanha-russa e roda-gigante.

Essa mudança, que já apresenta atrasos, foi defendida pelo ex-prefeito Eduardo Paes como uma melhoria em relação aos planos originais. Segundo ele, a nova concepção evita a intensificação de problemas viários na região, distribuindo o potencial construtivo pela Barra da Tijuca e focando em entretenimento.

O atual prefeito, Eduardo Cavaliere, reforça que o Rio de Janeiro tem se destacado na preservação e no uso permanente do legado olímpico. Ele garante que o Parque Olímpico continuará servindo à população, com gestão responsável, atração de investimentos privados e manutenção de espaços para o esporte de alto rendimento. Conforme informação divulgada pela Folhapress, a maior parte do Parque Olímpico deverá ser administrada pela Rock World, empresa organizadora do Rock in Rio.

Rock World assume gestão e planeja parque temático

A empresa Rock World sagrou-se vencedora da licitação para gerir a Arena Carioca 1, o Velódromo e o Centro Olímpico de Tênis, equipamentos antes sob responsabilidade da prefeitura, mediante o pagamento de uma outorga fixa de R$ 19,5 milhões. Além disso, a empresa integra um consórcio com o Genial Investimentos para a construção de um parque temático de 385 mil metros quadrados, que também incluirá um centro de negócios.

O projeto visa explorar a área utilizada para a logística do evento, excluindo as arenas. No entanto, a concretização desta parte do plano depende de negociações com a Caixa Econômica Federal e a Rio Mais, concessionária que originalmente construiria prédios nos terrenos. A prefeitura afirma ter cumprido as etapas públicas necessárias, mas a regulamentação da operação urbana e o masterplan ainda não foram oficializados, gerando atrasos.

Investimentos esportivos prometidos ficam em segundo plano

Os novos planos do Parque Olímpico do Rio não contemplam investimentos esportivos que haviam sido prometidos durante os Jogos, como a construção de uma pista de atletismo e alojamentos para atletas. O COB informa ter solicitado essas obras ao município, sem sucesso até o momento.

A prefeitura, em nota, ressalta que o Centro Olímpico de Treinamento é composto também por outros equipamentos em Deodoro, como o Parque Aquático Maria Lenk e a Arena Multiuso (Farmasi Arena), que são usados permanentemente pelo COB. A Arena Carioca 1 tem recebido competições nacionais e internacionais, e o Velódromo mantém uma programação esportiva intensa, além de a Vila Olímpica atender cerca de 2.000 pessoas com atividades esportivas e de lazer gratuitas.

Arena Carioca 2 e Centro de Mídia ganham novos usos

A Arena Carioca 2, que seria destinada a treinamento de atletas olímpicos, será transformada em um instituto federal. O COB, por sua vez, desistiu de concorrer pela administração da Arena Carioca 1 por inviabilidade financeira e operacional para uma instituição sem fins lucrativos.

O Centro Olímpico de Tênis, um dos principais “elefantes brancos” do legado, que esteve ocioso por grande parte da última década, também será explorado comercialmente pela Rock World. A prefeitura afirma que, desde que retomou o projeto de legado, a arena de tênis tem sido utilizada em atividades como colônias de férias. O Velódromo será mantido para atividades esportivas e sociais, abrigando o Museu Olímpico, que também ficará sob administração da Rock World. A cobertura do Velódromo, danificada por um incêndio em abril, será reconstruída pela prefeitura com um investimento de R$ 10,7 milhões.

Outros espaços do legado e os motivos dos atrasos

O Centro de Mídia tem planos de se tornar um complexo de datacenters focado em inteligência artificial, embora a ideia ainda esteja em fase de memorando de intenções. Os atrasos na concretização dos planos de legado são atribuídos, em grande parte, ao abandono do planejamento feito pela gestão anterior, a partir de 2017. O ex-prefeito Eduardo Paes, ao retornar em 2021, retomou projetos como a desmontagem da Arena do Futuro para a construção de quatro escolas, inauguradas em 2024 em diferentes bairros da zona oeste. A Arena 3 foi convertida em escola pública, e a piscina do Estádio Olímpico Aquático foi instalada em um parque em Inhoaíba.

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