Porto Velho figura nas piores posições em saneamento e qualidade de vida no Brasil, acendendo alerta
Porto Velho amarga a última colocação em saneamento básico entre as 100 maiores cidades brasileiras, um problema que se arrasta por pelo menos uma década. A divulgação do novo Índice de Progresso Social (IPS) expõe uma realidade dura para os mais de 517 mil habitantes da capital rondoniense.
Embora reconhecida por suas belezas naturais e importância econômica, a cidade apresenta qualidade de vida abaixo do esperado. Os indicadores de saneamento básico e infraestrutura urbana revelam um quadro alarmante, com a cidade ocupando posições extremamente negativas nesses quesitos cruciais.
Os dados, divulgados pelo IPS, reforçam um problema histórico que afeta diretamente os moradores. A falta de investimentos e infraestrutura adequada em saneamento básico se reflete nos rankings nacionais, colocando Porto Velho em posições de destaque negativo. Conforme informação divulgada pelo JH Notícias, a cidade enfrenta desafios significativos para garantir condições dignas de vida à sua população.
Porto Velho é a pior capital para se viver no Brasil
O panorama se agrava quando o ranking considera apenas as capitais brasileiras. O IPS de 2026 classificou Porto Velho como a pior capital do Brasil para se viver. Entre as 26 capitais e o Distrito Federal, a cidade amarga a última posição nacional em qualidade de vida, um reflexo direto das deficiências em áreas essenciais.
O estudo internacional, que avaliou todos os 5.570 municípios brasileiros com 57 indicadores, dividiu as análises em três grandes áreas: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Porto Velho obteve uma pontuação de apenas 58,59, ficando abaixo da média nacional de 63,40.
Indicadores alarmantes em saneamento e infraestrutura
Os números específicos de Porto Velho no quesito saneamento básico são particularmente preocupantes. A cidade ocupa a 100ª posição em abastecimento de água potável, a 96ª em coleta de esgoto e a 98ª em volume de esgoto tratado em relação à água consumida. Além disso, está na 96ª colocação em investimentos por habitante, evidenciando a escassez de recursos direcionados para a melhoria dessas áreas.
Esses dados confirmam a persistente dificuldade da cidade em avançar em saneamento básico, mantendo-se na lanterna do ranking das 100 maiores cidades brasileiras por, no mínimo, uma década. A melhora da qualidade de vida para os porto-velhenses depende de ações urgentes e efetivas nessas frentes.
Rondônia e Porto Velho fora do grupo de destaque nacional
A situação de Porto Velho se reflete em um contexto estadual também desafiador. No ranking geral de estados, Rondônia figura na 23ª posição entre os estados brasileiros, superando apenas Amapá, Acre, Maranhão e Pará. Mesmo dentro do estado, Porto Velho não se destaca, não aparecendo entre os 15 municípios mais bem avaliados de Rondônia.
Rolim de Moura foi o município rondoniense com melhor desempenho, alcançando uma pontuação dentro da média brasileira. Especialistas apontam que a melhoria da qualidade de vida em Porto Velho e em Rondônia exigirá um longo e complexo caminho, com a necessidade de ampliar investimentos em saneamento, infraestrutura urbana, mobilidade, saúde e planejamento público.
