Obra temática na Avenida Sete de Setembro vira alvo de polêmica em meio a problemas urbanos
A iniciativa da prefeitura em criar a chamada “Rua da Copa”, com interdição na esquina da Avenida Sete de Setembro com a Farquar, em frente ao prédio municipal, tem gerado controvérsia. A ação, que envolveu a pintura da via em verde e amarelo e a gravação de vídeos promocionais pelo prefeito Léo Moraes, é criticada por supostamente priorizar a autopromoção em detrimento de questões mais urgentes.
Enquanto a “Rua da Copa” ganha destaque nas redes sociais, o trânsito na região já se tornou um transtorno, com potenciais prejuízos para o comércio local. Críticos apontam que a empolgação com a ação efêmera pode não se sustentar, especialmente diante de desafios mais complexos que a cidade enfrenta.
A estratégia de divulgação intensiva, incluindo a mobilização de cargos comissionados para impulsionar o engajamento nas redes sociais com a tática dos “3 Cs” – curtir, comentar e compartilhar –, levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos. A informação é divulgada pela Folha Rondoniense, em sua coluna de Gominho Júnior.
Prioridades em xeque: UPAs, escolas e infraestrutura esquecidas?
A vistoria do prefeito Léo Moraes nas obras da “Rua da Copa” foi o momento escolhido para questionamentos sobre suas prioridades. Críticos, como apontado na coluna de Gominho Júnior, questionam por que o foco não recai sobre a situação precária de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que sofrem com a falta de médicos e medicamentos, ou sobre as escolas com problemas na merenda escolar.
As ruas esburacadas que assolam a cidade também são lembradas como uma questão de maior urgência, que demandaria a atenção e os recursos da administração municipal. A comparação com a pintura de uma rua temática ressalta a disparidade entre as ações e as necessidades da população.
Críticas e sugestões para o engajamento digital
A forma como a prefeitura tem divulgado a “Rua da Copa”, com o prefeito gravando vídeos e publicando em diversas redes sociais, é vista por alguns como uma tentativa de capitalizar o momento para ganhar visibilidade. A estratégia de pedir engajamento dos comissionados, sob a ameaça velada de exoneração caso não cumpram, é alvo de críticas.
Em tom jocoso, a coluna sugere que, para aumentar o engajamento sem custos adicionais, o prefeito poderia se inspirar em outras formas de conteúdo viral, como danças que já ganham destaque nas redes sociais. A ideia é que tais iniciativas poderiam gerar um impacto maior do que a decoração de uma rua.
Oposição atenta: “Estamos acompanhando”
A atuação do prefeito Léo Moraes continua sob o escrutínio da oposição. A postura de vigilância é reforçada pela declaração do vereador Marcos Combate, que, segundo a coluna, tem reiterado que “estamos acompanhando”. Essa frase resume o tom de monitoramento das ações da prefeitura.
A iniciativa da “Rua da Copa”, portanto, se insere em um contexto de debates sobre a gestão pública, o uso de recursos e a comunicação oficial. Enquanto a celebração da Copa do Mundo ganha um espaço físico e digital, as demandas cotidianas da cidade permanecem como pano de fundo, gerando questionamentos sobre as verdadeiras prioridades da administração.
