Presidente da Fecomércio Rondônia, Raniery Coelho, é preso por violência doméstica contra noiva em Porto Velho e liberado provisoriamente

RONDONIA

Presidente da Fecomércio Rondônia, Raniery Coelho, é preso por violência doméstica contra noiva em Porto Velho e liberado provisoriamente

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio Rondônia), Raniery Araújo Coelho, foi detido em flagrante no último sábado (26) sob a acusação de violência doméstica contra sua noiva, em Porto Velho. O caso chocou a sociedade local e levanta questões sobre a conduta de figuras públicas.

Segundo o boletim de ocorrência, Raniery Coelho teria admitido ter agredido a companheira com um tapa no rosto. As acusações, no entanto, vão além, incluindo empurrões e agressões físicas anteriores, conforme relatado pela vítima. A notícia da prisão gerou grande repercussão no estado.

Apesar da prisão inicial, o líder empresarial conseguiu a liberdade provisória durante a audiência de custódia. A decisão judicial impôs medidas cautelares, como a proibição de sair da cidade sem autorização e a obrigação de comparecer a todos os atos processuais. Conforme informação divulgada pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) ao g1, a concessão da liberdade se deu por o suspeito ser réu primário e pelo pedido de liberdade provisória feito pelo Ministério Público de Rondônia.

Detalhes da agressão e histórico de violência

O registro policial detalha que a vítima relatou ter sofrido não apenas um tapa no rosto, mas também ter sido empurrada contra uma mesa e ter seu braço segurado durante uma discussão. Raniery Coelho, por sua vez, alegou à polícia que também foi agredido pela noiva. A vítima também descreveu um histórico de ameaças e agressões anteriores, além de um comportamento possessivo e ciumento por parte do presidente da Fecomércio Rondônia.

Liberdade provisória com condições

O juiz plantonista, ao analisar o caso na audiência de custódia, converteu a prisão em flagrante em medidas cautelares, liberando Raniery Coelho. As condições impostas incluem a permanência em Porto Velho por 30 dias sem autorização judicial, a obrigação de comparecer a todos os chamados da Justiça e a manutenção de seu endereço atualizado. A decisão levou em conta que o suspeito é réu primário, um dos pré-requisitos para a concessão da liberdade provisória.

Defesa e posicionamento

A defesa de Raniery Araújo Coelho manifestou-se sobre o caso, afirmando ao g1 que “os fatos não ocorreram como vêm sendo noticiado”. No entanto, os advogados declararam que não farão manifestações públicas adicionais, por respeito ao sigilo do processo. A versão completa do suspeito será apresentada ao juízo no momento adequado. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Rondônia.

Fecomércio Rondônia se manifesta?

A reportagem tentou contato com a Fecomércio Rondônia para obter um posicionamento oficial sobre a prisão de seu presidente, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria. A situação levanta questionamentos sobre a imagem da instituição e a conduta de seus representantes.

A vítima expressou o desejo de solicitar uma medida protetiva, indicando o temor e a necessidade de salvaguardas diante das agressões relatadas. O caso segue em andamento, com a expectativa de novas informações sobre as investigações e o desenrolar do processo judicial contra o presidente da Fecomércio Rondônia.

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