Louvre fecha as portas: protesto estudantil paralisa museu em Paris
O renomado Museu do Louvre, em Paris, teve seu acesso bloqueado nesta segunda-feira (19) por um grupo de estudantes. A manifestação, que visa expressar apoio ao movimento estudantil e denunciar o que chamam de “repressão policial”, impediu a abertura do museu no horário previsto.
A direção do Louvre, considerado o museu mais visitado do planeta, confirmou que o local não pôde abrir suas portas devido à ação dos manifestantes. Turistas que aguardavam do lado de fora em frente à icônica pirâmide se depararam com a notícia da interrupção das atividades.
Em um comunicado divulgado nas redes sociais, a instituição pediu desculpas aos visitantes pelo inconveniente causado. “Prezados visitantes, devido a um movimento social estudantil, o museu está fechado no momento. Pedimos desculpas pelo inconveniente”, informou o museu.
Motivações e contexto do protesto
Um panfleto distribuído pelos estudantes na área explicou as razões do protesto, afirmando o apoio à “luta pelo direito de estudar, de trabalhar, de viver livremente em boas condições”. Os manifestantes expressaram orgulho em anunciar que conseguiram bloquear “o maior museu do mundo”, ressaltando a importância simbólica da ação.
A escolha da data para o protesto não foi aleatória. O dia 19 de junho marca o primeiro aniversário de um roubo de joias de grande valor que abalou a instituição, gerando uma profunda crise para o museu. A Escola do Louvre, centro de Ensino Superior localizado dentro do complexo museológico e especializado em História da Arte, Arqueologia e áreas afins, é o berço deste movimento estudantil.
Ondas de protestos na França
A França tem sido palco de diversas manifestações estudantis nas últimas semanas. A situação escalou no sábado (17), quando um protesto em Paris resultou em uma onda de distúrbios e saques, descritos pelas autoridades como “sem precedentes”.
Segundo relatos oficiais, o sábado de confrontos levou a quase 2.400 detenções. Centenas de estabelecimentos comerciais foram alvos de saques e prédios públicos sofreram danos significativos, evidenciando a tensão social que permeia o país e que agora atinge um dos mais importantes símbolos culturais da França, o Museu do Louvre.
