Senador Republicano Lindsey Graham morre aos 71 anos em decorrência de dissecação da aorta
O senador norte-americano Lindsey Graham, figura proeminente do Partido Republicano e um dos aliados mais próximos do ex-presidente Donald Trump, faleceu na noite de sábado (11) aos 71 anos. A causa da morte, conforme aponta um laudo preliminar divulgado neste domingo (12) por seu gabinete, foi uma dissecação da aorta, resultado de uma doença cardiovascular arteriosclerótica.
A dissecação da aorta é uma condição médica grave que envolve um rasgo na principal artéria responsável por bombear o sangue do coração para o resto do corpo. A notícia da morte repentina pegou muitos de surpresa, especialmente após Graham ter retornado recentemente de uma viagem oficial à Ucrânia.
O laudo foi emitido pelo Instituto Médico Legal do Distrito de Colúmbia. Embora os resultados preliminares apontem para a causa cardiovascular, o certificado de óbito definitivo ainda aguarda a conclusão de testes toxicológicos e exames microscópicos. O gabinete de Graham inicialmente informou apenas sobre uma “breve e repentina doença”.
Figura influente na política externa e aliada de Trump
Lindsey Graham, senador pela Carolina do Sul, ocupava a presidência do Comitê de Orçamento do Senado e era conhecido por sua forte atuação em temas de política externa e segurança nacional. Sua morte representa uma perda significativa para o Partido Republicano, que detém uma maioria apertada no Senado dos Estados Unidos.
O presidente Donald Trump lamentou profundamente a perda, descrevendo Graham como um “membro da família”. Trump revelou que conversou com o senador por telefone na noite do ocorrido, logo após o retorno de Graham de Kiev. O presidente americano determinou que as bandeiras em todo o país fossem hasteadas a meio mastro em sinal de luto.
A relação entre Graham e Trump, embora tenha tido um início conturbado, evoluiu para uma forte aliança. Graham, que chegou a criticar Trump publicamente em 2016, tornou-se um de seus mais firmes defensores no Capitólio, participando frequentemente de eventos e discussões políticas ao lado do ex-presidente.
Carreira política marcada por posições firmes e transições estratégicas
Eleito para o Senado em 2002, Graham construiu uma carreira de mais de três décadas na política americana. Sua trajetória inclui a participação na comissão que aprovou o impeachment do então presidente Bill Clinton e uma tentativa frustrada de disputar a indicação republicana à presidência em 2016.
Graham era um defensor consistente de uma política externa intervencionista para os Estados Unidos e do fortalecimento da defesa nacional. Recentemente, ele esteve em Kiev e anunciou um acordo para avançar em um pacote de sanções contra a Rússia, demonstrando seu engajamento contínuo em questões geopolíticas.
Sua atuação política também foi marcada por momentos de independência, como seu voto a favor de uma juíza indicada pelo presidente Barack Obama para a Suprema Corte, o que gerou resistência em alas mais conservadoras do seu partido. Após a derrota de Trump para Joe Biden em 2020, Graham participou de esforços para contestar o resultado eleitoral.
Substituição e legado no Senado
Com a morte de Lindsey Graham, o governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, também republicano, será responsável por nomear um substituto temporário para o cargo. O novo senador permanecerá no posto até janeiro, quando um sucessor será eleito. McMaster descreveu Graham como “insubstituível” e “um amigo leal e firme”.
O senador não era casado e não tinha filhos, sendo sua parente viva mais próxima sua irmã, Darline Graham Nordone. A notícia de sua morte gerou repercussão internacional, com líderes como o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lamentando a perda e destacando o papel de Graham como defensor da liberdade e amigo de Israel.
A morte de Lindsey Graham ocorre em um momento de crescente preocupação com a falta de transparência sobre a saúde de parlamentares nos Estados Unidos, com outros casos recentes de afastamentos e hospitalizações cujas causas não foram totalmente divulgadas.
