Sobrevivente de Epstein Revela Abusos Durante Prisão Domiciliar em Audiência Chocante com Parlamentares Democratas

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Vítima Relata Abuso por Jeffrey Epstein Durante Prisão Domiciliar em Audiência Pública

Uma mulher, identificada como Roza, que foi recrutada ainda jovem no Uzbequistão, compartilhou um relato devastador sobre ter sido repetidamente estuprada por Jeffrey Epstein enquanto ele cumpria prisão domiciliar. O depoimento ocorreu em uma audiência organizada por parlamentares democratas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, em West Palm Beach, na Flórida.

Roza, que tinha 18 anos quando conheceu o associado de Epstein, Jean-Luc Brunel, em 2008, revelou que foi apresentada ao financista em julho de 2009. Na ocasião, Epstein cumpria pena em regime aberto após ser condenado por aliciar uma menor de idade para prostituição. Ele tinha permissão para deixar a custódia por até 16 horas diárias, seis dias por semana, para trabalhar em sua fundação.

Durante a audiência, Roza afirmou que Epstein lhe ofereceu um cargo em sua Fundação de Ciência da Flórida, mas que os encontros se tornaram abusos sexuais contínuos ao longo de três anos. O evento, embora não oficial e sem poder legal, buscou manter o caso Epstein em evidência e dar voz às vítimas que, segundo os parlamentares, foram abandonadas pelo sistema de justiça. Conforme informações divulgadas pela audiência, o caso Epstein veio à tona pela primeira vez em West Palm Beach, local escolhido para a sessão, próxima à residência de Donald Trump em Mar-a-Lago.

O Ciclo de Abuso e a Busca por Justiça

Roza detalhou como foi apresentada a Epstein por Jean-Luc Brunel, ex-agente de modelos francês, que lhe prometeu uma carreira de modelo promissora. Em maio de 2009, ela estava em Nova York com visto e, dois meses depois, conheceu Epstein em sua residência em West Palm Beach. O financista, condenado em 2008 por aliciar uma menor e registrado como agressor sexual, utilizou a permissão da prisão domiciliar para continuar seus crimes.

Os abusos sofridos durante o período em que Epstein cumpria prisão domiciliar fizeram a justiça parecer inalcançável para Roza. Ela declarou que, mesmo assim, encontrou coragem para buscar ajuda, mas o trauma foi revivido quando seu nome foi acidentalmente exposto em arquivos do caso divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, enquanto outros envolvidos permaneceram protegidos.

Falhas no Sistema e a Exposição das Vítimas

Um relatório divulgado por democratas do comitê de supervisão concluiu que um acordo judicial negociado em 2008 permitiu que Epstein continuasse suas atividades de abuso e tráfico sexual por quase mais uma década. Roza lamentou a exposição de sua identidade, contrastando com a proteção dada a figuras ricas e poderosas. O Departamento de Justiça dos EUA informou que erros na ocultação de nomes ocorreram por falha técnica ou humana e que retirou arquivos do site após o ocorrido.

Outras Vítimas e Apelos por Verdade

Maria Farmer, outra sobrevivente dos abusos de Epstein, também prestou depoimento em mensagem gravada, denunciando a inércia das agências de segurança pública desde 1996. Ela fez um apelo direto: “O governo precisa começar a dizer a verdade”. A audiência, organizada por democratas do Comitê de Supervisão da Câmara e parlamentares locais, visa pressionar por mais transparência e responsabilização no caso Epstein.

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