STJ solta Conrado Paulino da Rosa, ex-professor de direito acusado de crimes sexuais no RS
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva do advogado e ex-professor Conrado Paulino da Rosa, acusado de cometer crimes sexuais contra dez mulheres no Rio Grande do Sul. A decisão foi assinada pelo ministro Reynaldo da Fonseca nesta quarta-feira (17).
Conrado Paulino da Rosa havia sido preso no início de março, após ser denunciado pelo Ministério Público por crimes como estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado. Ele nega as acusações.
A defesa do ex-professor argumentou que a prisão preventiva era desproporcional e que as medidas cautelares impostas, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de circulação, jamais foram descumpridas. A informação foi divulgada pela defesa nesta quinta-feira (18).
Defesa alega desproporcionalidade da prisão preventiva
Em nota oficial, a defesa de Conrado Paulino da Rosa afirmou que a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul era uma medida extrema e desproporcional. Segundo os advogados, as medidas cautelares aplicadas, que incluíam o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com as vítimas e restrições de circulação noturna, nunca foram violadas pelo acusado.
A defesa também destacou que a decisão do STJ reconheceu um equívoco na interpretação dos fatos que justificaram a prisão. A nota ressalta que a restrição da liberdade não se mostrava juridicamente adequada diante das circunstâncias específicas do caso, reafirmando a necessidade de observância rigorosa dos critérios legais para a privação de liberdade.
Investigação aponta para 12 supostos crimes entre 2013 e 2025
A investigação policial ouviu depoimentos de 18 mulheres que se declararam vítimas de Conrado Paulino da Rosa, além de 16 testemunhas. A denúncia do Ministério Público abrange 12 supostos crimes, que teriam ocorrido entre 2013 e 2025. O ex-professor foi desligado da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) após as denúncias.
Os relatos das denunciantes descrevem um padrão de comportamento onde Conrado Paulino da Rosa criava um ambiente de confiança e proximidade, que, segundo elas, era explorado para facilitar os abusos. Algumas vítimas relataram episódios de violência física, como tapas e lesões, além de violência psicológica e comentários depreciativos.
Boatos e difamação após o fim dos relacionamentos
Após o término dos relacionamentos, algumas das denunciantes relataram que Conrado Paulino da Rosa teria espalhado boatos e distorcido fatos com o objetivo de prejudicá-las profissionalmente. Esses relatos contribuíram para a investigação que levou à denúncia formal pelo Ministério Público.
O caso segue em andamento, e a decisão do STJ pela revogação da prisão preventiva representa um novo capítulo no processo. A defesa enfatiza que sempre respeitou as instituições e o andamento do processo judicial.
