Terremoto devastador na Colômbia: mais de 290 mortos e 4 mil feridos após tremor de 7,4
Um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na última segunda-feira, causando destruição generalizada, desabamentos e deixando um rastro de mais de 290 mortos e cerca de 4 mil feridos, de acordo com informações divulgadas pelo governo do país.
O tremor, que durou entre 90 segundos e dois minutos, teve seu epicentro registrado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó. Os abalos foram sentidos em diversas regiões, incluindo a capital Bogotá, a aproximadamente 300 quilômetros de distância, e em países vizinhos, gerando pânico entre os moradores que tentavam escapar de casas danificadas e edifícios que desabaram.
A força do terremoto na Colômbia mobilizou equipes de resgate e voluntários, que trabalharam incansavelmente em busca de sobreviventes sob os escombros. A tragédia também revelou histórias de coragem e resiliência em meio ao caos, com profissionais de saúde e cidadãos comuns demonstrando bravura para salvar vidas. Conforme informações divulgadas pelo g1, a tragédia na Colômbia ocorreu em meio a outros abalos sísmicos registrados em diferentes partes do mundo nos últimos dias.
Heróis em meio ao caos: médicos salvam recém-nascidos em clínica abalada
Em um dos relatos mais emocionantes, o pediatra Germán Somoyar precisou tomar decisões cruciais em uma clínica que resistiu ao terremoto. Em meio ao balanço do prédio, ele organizou a evacuação de dez recém-nascidos, contando com a ajuda de três enfermeiras e dois médicos. A equipe conseguiu retirar os bebês em segurança, descendo seis andares com os pequenos nos braços.
“Entre as três enfermeiras, o que pudemos organizar naquele momento era que elas abraçaram dois bebês cada uma e começaram de uma vez a evacuação”, relatou Somoyar, descrevendo a cena de tensão. Ele enfatizou a necessidade de manter a calma, apesar do medo, para garantir a segurança dos recém-nascidos.
Buscas por sobreviventes: esperança e dor sob os escombros
Após o fim do tremor, a comunidade se uniu em um esforço coletivo para encontrar pessoas presas sob os escombros. Equipes especializadas assumiram a coordenação dos resgates, com o apoio de voluntários, incluindo técnicos de som de cinema que utilizaram equipamentos para detectar ruídos sob as construções destruídas.
Apesar dos esforços, nem sempre foi possível chegar a tempo. Felipe, integrante de um dos grupos de busca, compartilhou a dor de encontrar vítimas sem sucesso na retirada a tempo. “César, foi uma pessoa que perdemos no dia de ontem… Não tivemos tempo para retirá-lo. (…) Estou ainda tentando organizar as emoções, honestamente ainda não consegui”, disse ele, demonstrando o impacto emocional da tragédia.
Resgate heroico: sobrevivente fica mais de seis horas presa
Sandra viveu momentos de puro terror ao ficar presa por mais de seis horas sob os escombros de uma casa de três andares que desabou. Inicialmente, vizinhos e voluntários tentaram seu resgate, mas a operação era arriscada devido à instabilidade da estrutura. “Começaram a quebrar a parede, tirar escombros. Eu gritava, por favor, cuidado, porque isso está vindo pra cima de mim”, relatou Sandra.
Com a chegada dos bombeiros e equipamentos especializados, o resgate continuou de forma cuidadosa. A presença de uma viga, tubulação de gás e rede elétrica dificultou a retirada por cima dos escombros. Sandra foi finalmente resgatada, sofrendo ferimentos, mas sem lesões graves. Sua principal preocupação durante todo o tempo foi saber se sua filha estava bem.
Por que o terremoto aconteceu na Colômbia e outros abalos pelo mundo
A Colômbia está localizada em uma região de intensa atividade sísmica, onde as placas tectônicas de Nazca, Sul-Americana e Caribe se encontram. O terremoto ocorreu devido ao deslizamento da placa de Nazca sob a Sul-Americana, um processo chamado subducção, que acumula pressão ao longo do tempo.
“E essa pressão acumulada é o que vai gerar, justamente, o terremoto. E a depender da pressão acumulada em diferentes regiões dessa placa, a gente pode ter eventos maiores ou menores”, explicou o sismólogo Gilberto. A Indonésia também registrou um terremoto de magnitude 7,7, com 38 mortos, e um tremor de magnitude 5 causou danos na Espanha.
Especialistas afirmam que não há evidências de um aumento na frequência global de terremotos. “Cerca de 14 a 15 eventos acontecem em média por ano”, disse Gilberto, ressaltando que o número de terremotos de grande magnitude registrado em 2026 pode estar ligeiramente acima da média anual, mas dentro do esperado devido à contínua movimentação das placas tectônicas.
