Terremotos na Venezuela deixam rastro de destruição e vítimas estrangeiras, incluindo brasileiros
A Venezuela foi abalada por dois fortes terremotos na quarta-feira (24), resultando em um trágico saldo de 1.430 vítimas confirmadas até o momento. A tragédia não poupou cidadãos de diversas nacionalidades, que se somam aos venezuelanos em meio aos escombros e à dor.
O número de mortos e desaparecidos continua a ser atualizado por órgãos oficiais e embaixadas, revelando a extensão do desastre e a dor que ultrapassa fronteiras. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos e presta auxílio aos afetados.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a morte de um homem e uma mulher brasileiros, e o Itamaraty anunciou que oferecerá assistência consular aos familiares. A notícia adiciona mais uma camada de tristeza a esta catástrofe natural, que ressoa em diferentes partes do mundo. Conforme informação divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Portugueses e Luso-Descendentes entre as Principais Vítimas Estrangeiras
O governo de Portugal informou que 28 portugueses ou luso-descendentes faleceram em decorrência dos terremotos. Além das mortes confirmadas, o país europeu reporta um preocupante número de 85 pessoas desaparecidas, cujos destinos ainda são incertos. A comunidade lusitana na Venezuela é uma das mais afetadas pela tragédia.
Chineses, Espanhóis e Chilenos também figuram na lista de fatalidades
A comunidade chinesa na Venezuela também sofreu perdas significativas, com a confirmação de ao menos sete cidadãos chineses mortos, segundo informações da embaixada da China em Caracas. A representação diplomática orientou seus cidadãos a redobrarem os cuidados com o risco de novos tremores e desastres secundários.
Da Espanha, o governo reportou que nove cidadãos espanhóis morreram. Um número ainda maior, 131 pessoas, continuam desaparecidas, sendo que 14 estariam sob os escombros, em uma corrida contra o tempo. Dados indicam que cerca de 147 mil espanhóis residiam na Venezuela em 2026.
O Chile também lamenta a morte de um de seus cidadãos, conforme confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores do país. O governo chileno está prestando apoio e assistência às famílias enlutadas.
Uruguai e Itália também registram mortes e desaparecidos
Um cidadão uruguaio, que vivia há muitos anos na Venezuela e atuava como fotógrafo, também faleceu após os abalos. O Ministério das Relações Exteriores do Uruguai informou que a esposa e uma das filhas do fotógrafo também morreram na tragédia. A dor se estende a famílias inteiras.
A Itália também conta vítimas. Um homem com cidadania venezuelana e italiana, nascido em Caracas, morreu após o desabamento de um prédio no estado de La Guaira. As autoridades italianas estimam que cerca de 170 mil pessoas com passaporte italiano vivam na Venezuela.
