Tragédia em Lisboa: Adolescente Brasileiro de 15 anos é preso suspeito de matar a mãe em Portugal; caso envolve maus-tratos e acompanhamento judicial

BRASIL

Adolescente é detido em Portugal sob suspeita de matar a própria mãe.

Um grave caso chocou a comunidade brasileira em Portugal. Um adolescente de 15 anos, de nacionalidade brasileira, foi detido na região de Lisboa, em Algés, sob a suspeita de ter matado a própria mãe. O crime teria ocorrido na residência onde a família morava.

Segundo informações divulgadas pela imprensa portuguesa, o próprio jovem teria acionado as autoridades policiais após o ocorrido e confessado o ato. A vítima, uma mulher de 33 anos, também brasileira, havia se mudado para Portugal com seus dois filhos há menos de três semanas.

A polícia aponta que o caso pode estar ligado a **suspeitas de maus-tratos físicos e psicológicos** por parte da mãe contra os dois filhos. Tanto o adolescente quanto sua irmã de 4 anos, que estava na casa no momento do crime, já eram acompanhados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Oeiras desde maio de 2024.

Contexto familiar complexo e histórico de violência doméstica.

O contexto familiar do adolescente e de sua irmã é delicado. O pai das crianças encontra-se em prisão preventiva desde o ano passado, acusado de **violência doméstica**. Essa situação agrava ainda mais a complexidade do caso que agora envolve a morte da mãe.

A emissora SIC Notícias relatou que o adolescente confessou ter discutido com a mãe na véspera e, durante a noite, ter aplicado um golpe conhecido como “mata-leão”. A vítima, de 33 anos, não resistiu aos ferimentos.

Adolescente não será responsabilizado criminalmente em Portugal.

Devido à sua idade, o adolescente de 15 anos não pode ser considerado criminalmente responsável pelo homicídio de acordo com a legislação portuguesa. A medida mais severa prevista para casos como este é o **internamento em um centro educativo**.

Enquanto a situação legal do adolescente é definida, familiares brasileiros da vítima e do menor, incluindo a tia e a avó materna, já viajaram para Portugal. Segundo relatos da imprensa local, eles manifestaram o desejo de obter a guarda da menina de 4 anos, buscando garantir seu bem-estar e proteção.

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