Trump eleva a tensão com o Irã, ameaçando destruição total se o Estreito de Ormuz não for reaberto até terça-feira, 7 de março.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom em relação ao Irã nesta segunda-feira (6), declarando que os EUA poderiam tomar “o Irã inteiro em apenas uma noite”. Essa ameaça surge em meio ao prazo final estabelecido por Washington para que o país persa reabra o crucial Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, foi fechado pelo Irã após ataques atribuídos aos EUA e Israel em 28 de fevereiro. A situação militar se agrava, com o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, indicando que o dia de segunda-feira registraria o maior volume de ataques americanos desde o início da operação, com ainda mais ações previstas para terça-feira.
Em declarações à imprensa durante um evento de Páscoa na Casa Branca, Trump expressou frustração, afirmando estar “muito chateado” com o Irã e que o país “vai pagar um grande preço por isso”. Ele também confirmou a rejeição de uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, considerando-a “um ato significativo, mas ainda não bom o suficiente”. Conforme informação divulgada pelo próprio presidente, o governo iraniano, por sua vez, também rejeitou a proposta, buscando um fim definitivo para a guerra, e não apenas uma trégua.
Ameaças de Destruição de Infraestrutura Civil
As ameaças de Trump não se limitam a alvos militares. Ele declarou que, caso não haja um acordo “aceitável” com o Irã, “todas as pontes no Irã vão ser dizimadas à meia-noite de terça-feira” e “todas as usinas de energia estarão demolidas”. Em postagem nas redes sociais no domingo (5), o presidente americano já havia sinalizado que atacaria infraestrutura civil se o Estreito de Ormuz não fosse totalmente reaberto.
O governo iraniano, segundo agências de notícias estatais, expressou preocupação de que esses ataques possam configurar um **crime de guerra**. As normas do direito internacional proíbem ataques a alvos civis em conflitos, e tais ações podem ser julgadas por um tribunal internacional.
Declarações Ambíguas e Desejo por Petróleo Iraniano
Em meio às tensões, Donald Trump apresentou declarações ambíguas sobre a relação com o Irã. Inicialmente, ele sugeriu que o governo iraniano estava negociando “de boa fé”. No entanto, logo em seguida, demonstrou irritação, prometendo retaliação.
O presidente americano também manifestou um desejo pessoal por petróleo iraniano, dizendo: “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americanos querem que a gente termine a guerra”.
Resgate de Pilotos e Intensificação dos Ataques
Trump também aproveitou para detalhar o resgate de pilotos americanos cujo caça F-15E havia sido abatido em espaço aéreo iraniano dias antes. O Secretário de Guerra, Pete Hegseth, reforçou a escalada militar, afirmando que o maior volume de ataques americanos contra o Irã ocorreria na segunda-feira, com mais ações planejadas para terça-feira, intensificando a pressão sobre Teerã.
Histórico de Declarações Inflamatórias
No domingo, Trump já havia utilizado linguagem dura ao se referir ao Irã, chamando o governo do país de “bastardos malucos”. Essa retórica acirrada reflete a gravidade da crise e a iminência de um confronto de larga escala, com potencial para impactar o fornecimento global de energia e a estabilidade regional.
