Trump Confessa Pedido à FIFA por Cartão Vermelho e Critica Árbitro Brasileiro Raphael Claus: “Um Pouco Suspeito”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter solicitado à FIFA a revisão de um cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, da seleção americana. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, onde Trump expressou sua insatisfação com a marcação da falta e levantou suspeitas sobre o árbitro brasileiro Raphael Claus.
Segundo informações divulgadas, Trump considerou a falta marcada contra Balogun como injusta. O atacante recebeu o cartão vermelho após uma consulta ao VAR, por um pisão no tornozelo de um jogador adversário. A decisão de reverter o cartão vermelho, no entanto, foi tomada pela FIFA com base no Artigo 27 de seu Código Disciplinar, que permite a suspensão total ou parcial de medidas disciplinares.
As declarações de Trump geraram repercussão internacional, com a Federação Belga de Futebol, adversária dos EUA na competição, apresentando um recurso contra a decisão da FIFA. A Bélgica argumentou que a punição automática por cartão vermelho deveria ter sido aplicada, conforme regras estabelecidas. A FIFA, por sua vez, reafirmou a independência de seus órgãos judiciais.
Trump Levanta Suspeitas Sobre o Árbitro Raphael Claus
Durante a coletiva, o presidente americano não poupou críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus. Trump descreveu o juiz como “horrível” e insinuou possíveis irregularidades em suas atuações. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico”, declarou Trump.
Ele acrescentou que a marcação da falta foi inacreditável, inclusive para pessoas do outro lado do espectro político. A decisão de reverter o cartão vermelho de Balogun, embora celebrada pela seleção americana, gerou controvérsia e questionamentos sobre a interferência externa nas decisões da entidade máxima do futebol.
FIFA Explica Decisão Baseada em Artigo Específico
A FIFA justificou a anulação dos efeitos do cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun citando o Artigo 27 de seu Código Disciplinar. Este artigo, intitulado “Suspensão da implementação de medidas disciplinares”, permite que órgãos judiciais suspendam a aplicação de sanções disciplinares, sujeitando o atleta a um período de prova. Caso outra infração ocorra durante esse período, a suspensão pode ser revogada.
No entanto, o mesmo código disciplinar, em seu Artigo 66.4, prevê que um cartão vermelho resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida. A Federação Belga de Futebol apontou essa contradição e também o Artigo 10.5 do Regulamento da Copa do Mundo de 2026, que reforçaria a punição automática.
Federação Belga e Outras Entidades Criticam Decisão da FIFA
A decisão da FIFA de anular o cartão vermelho de Balogun após o pedido de Trump gerou forte reação. A Federação Belga de Futebol apresentou um recurso contra a revogação, alegando que a medida feria os princípios de “fair play” e os direitos das seleções. A entidade belga afirmou não ter recebido explicação formal da FIFA, o que a levou a contestar a elegibilidade do jogador para a partida seguinte.
Além da Bélgica, a União Europeia e a UEFA também expressaram críticas à FIFA pela forma como o caso foi conduzido. O técnico da seleção americana, Mauricio Pochettino, celebrou a decisão, classificando o cartão vermelho original como “completamente injusto” e acreditando que a maioria concordaria com a reversão.
Infantino Confirma Diálogo com Trump, Mas Reforça Autonomia da FIFA
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou ter conversado com Donald Trump sobre o cartão vermelho. Contudo, Infantino fez questão de ressaltar a independência e a autonomia dos órgãos judiciais da entidade. “A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada”, afirmou o dirigente.
Infantino declarou ter informado a Trump que o caso seria decidido pelas autoridades competentes no devido momento. Ele também mencionou que, embora respeite as decisões, às vezes concorda e outras vezes discorda delas, mas sempre honra a independência dos órgãos decisórios.
