Trump manifesta apoio incondicional a Benjamin Netanyahu em véspera de eleição crucial em Israel.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (18) seu apoio total a Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro de Israel, que busca uma vantagem decisiva na eleição parlamentar da próxima semana. A declaração surge em um momento delicado para Netanyahu, que enfrenta pesquisas indicando uma disputa acirrada sem favorito claro.
Trump elogiou Netanyahu de forma enfática, chamando-o de um “grande primeiro-ministro guerreiro” e um parceiro fundamental na busca pela paz. Ele destacou a colaboração entre os dois líderes, citando ataques conjuntos contra o Irã em fevereiro como um exemplo da força dessa aliança. O conflito em andamento, que já dura sete meses, desestabilizou mercados globais e a região do Oriente Médio.
A votação de 27 de outubro é a primeira eleição parlamentar em Israel desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, um evento que abalou o país e intensificou a crise na região. O resultado definirá a permanência de Netanyahu no cargo, após um dos períodos mais complexos da história israelense.
Netanyahu é descrito como “forte, corajoso e brilhante” por Trump
Em sua publicação na rede social Truth Social, Donald Trump ressaltou a resiliência de Benjamin Netanyahu diante de “imensa oposição”, inclusive dentro de Israel. “Apesar de tudo isso, ele perseverou e, na verdade, prosperou! Vi Bibi nos momentos mais difíceis. Homens ou mulheres comuns, em situações assim, teriam sucumbido à pressão — mas Bibi não sucumbiu. Na verdade, ficou ainda mais forte e mantém essa mesma força hoje,” escreveu Trump.
Dirigindo-se ao “Grande Povo de Israel”, Trump afirmou que sua declaração serve para representar seu “Apoio Completo e Total a Bibi Netanyahu em sua próxima disputa pela reeleição como primeiro-ministro de Israel”.
Netanyahu agradece e pede voto apelando para a parceria com Trump
Benjamin Netanyahu respondeu prontamente à declaração de Trump através da rede social X, escrevendo: “Juntos, vamos completar a missão!”. Em um pronunciamento posterior, o primeiro-ministro israelense pediu aos eleitores indecisos que considerem o endosso do ex-presidente americano.
Netanyahu destacou que a parceria com Trump rendeu “coisas maravilhosas” e que ainda há uma “missão a ser concluída”. Ele lembrou que Israel e os Estados Unidos enfrentaram juntos o Irã e o que chamou de “eixo iraniano”, além de terem afastado a ameaça nuclear imediata. O primeiro-ministro enfatizou que essa parceria é vital para a “própria existência” de Israel.
Apoiadores de Trump em Israel diminuíram, mas eleição segue incerta
Apesar do apoio explícito de Donald Trump, não é garantido que a declaração impulsione Netanyahu e seu partido Likud. Pesquisas recentes indicam que o apoio popular a Trump em Israel diminuiu, possivelmente devido a divergências entre os EUA e Israel sobre o Irã. A eleição em Israel não é direta, e o primeiro-ministro é escolhido pela formação de coalizões no Parlamento.
Trump tem sido conhecido por quebrar a tradição americana de não interferir em eleições estrangeiras, já tendo declarado apoio a candidatos em países como Hungria, Argentina e Japão. A eleição de 27 de outubro poderá determinar se Netanyahu continuará no poder ou se rivais de centro iniciarão uma nova era em Israel.
