Donald Trump e a eleição no Brasil: suspeitas, elogios e a vinda de Flávio Bolsonaro aos EUA
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou-se por diversas vezes sobre o resultado das eleições no Brasil e a ida do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Em suas declarações, Trump levantou dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral brasileiro, sem apresentar evidências concretas.
Apesar das insinuações de fraude, o republicano também elogiou Flávio Bolsonaro, mas demonstrou relutância em se aprofundar em questões polêmicas, como a carta divulgada pelo senador. As falas de Trump ecoam a retórica utilizada por ele nos Estados Unidos em relação a eleições americanas.
As alegações de fraude eleitoral, que não foram comprovadas, contrastam com o resultado oficial divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O próprio Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado, mas buscou esclarecimentos da Justiça.
Trump levanta suspeitas sobre eleição no Brasil sem provas
Em 26 de outubro, um dia após o segundo turno, Donald Trump declarou que a eleição no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, embora não tenha apresentado qualquer indício de irregularidade. “Para mim, pareceu muito ruim”, afirmou o ex-presidente.
Questionado sobre uma possível intervenção, Trump respondeu que “não governa o Brasil” e que tem uma boa relação com o presidente Lula. “Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha”, disse.
Insinuações de fraude e elogios a Flávio Bolsonaro
No dia seguinte, em um comício no Texas, Trump voltou a insinuar, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição brasileira. “Os democratas são os maiores fraudadores de eleições, embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Vocês viram aquilo? Não foi nada legal. Eu não tomei partido, mas aquilo não pareceu nada bom”, declarou.
Em 28 de outubro, Trump aprovou a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, afirmando que “eles são boas pessoas”. Ele reiterou que a eleição foi “muito estranha” e “terrível”, mencionando que o mercado brasileiro teve avaliações ruins.
Trump evita polêmicas e declara não querer se envolver
Na mesma data, Trump evitou comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro, na qual o senador se declarava “líder do Brasil”. Ao ser questionado por jornalistas, respondeu que “não queria comentar isso” e que “nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”.
Trump também expressou acreditar que Flávio Bolsonaro foi tratado de forma injusta no Brasil, mas ressaltou que ainda não havia conversado com o senador. No dia 29 de outubro, o ex-presidente afirmou que não tomou partido na eleição brasileira a pedido do presidente Lula e que falaria com ele.
Críticas à eleição brasileira e comparações com os EUA
No entanto, Trump voltou a criticar o pleito, chamando-o de “vergonhoso” e “um grande constrangimento para o povo brasileiro”, sem apresentar provas. Ele mencionou que o mercado brasileiro “despencou” após o resultado.
O ex-presidente dos EUA enfrenta um cenário eleitoral decisivo em seu próprio país, com eleições para renovação da Câmara e parte do Senado. Diante de projeções que indicam possíveis vitórias democratas, Trump já levantou dúvidas sobre a aceitação do resultado, afirmando: “Respeitarei, se forem eleições honestas”.
