Trump minimiza ganhos bilionários e defende: “Todos lucram com a alta da bolsa”

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Donald Trump minimiza aumento de patrimônio e atribui lucros à economia, mas negócios familiares levantam suspeitas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu nesta quarta-feira (1º) às recentes revelações sobre um expressivo aumento em seu patrimônio, estimado em pelo menos US$ 2,2 bilhões em 2025. Questionado sobre a fortuna bilionária, Trump negou veementemente qualquer conflito de interesses ou uso de informações privilegiadas.

Segundo o presidente, os ganhos são reflexo direto da performance positiva do mercado de ações. “Todos estão lucrando porque o mercado de ações está em alta”, afirmou, buscando desassociar seu sucesso financeiro de sua posição política.

As informações sobre o crescimento patrimonial foram divulgadas na terça-feira (30) e analisadas pelo jornal americano “The New York Times”. A publicação destacou que, em 2024, os ganhos de Trump já somavam impressionantes US$ 622 milhões, evidenciando uma tendência de alta significativa.

Negócios com criptomoedas e influência externa em foco

Um dos pontos que chamaram a atenção na análise do “The New York Times” foi a aquisição de quase metade da World Liberty Financial, principal empresa de criptomoedas da família Trump, por um grupo de investimentos dos Emirados Árabes Unidos. Essa transação, ocorrida em 2025, gerou questionamentos sobre a linha tênue entre a política externa americana e os interesses privados do presidente.

Além disso, Trump teria arrecadado cerca de US$ 1,4 bilhão com a venda de sua criptomoeda fictícia, a $TRUMP, e de tokens digitais da World Liberty. Esses números destacam o volume financeiro envolvido nas operações de criptoativos da família.

Licenciamento do nome Trump e valorização de ações

A Organização Trump, conglomerado empresarial da família, também tem capitalizado sobre a popularidade do presidente em diversos países. O licenciamento do nome Trump para empreendimentos imobiliários em nações estratégicas para a política externa dos EUA, como Arábia Saudita e Catar, gerou mais de US$ 14 milhões no último ano, conforme os documentos analisados.

Outra fonte considerável de patrimônio são as ações do próprio presidente em sua empresa de mídia social, a Trump Media & Technology Group. Avaliadas em cerca de US$ 875 milhões, elas representam uma parcela significativa de seu patrimônio líquido, apesar de uma desvalorização notável no último ano.

Casa Branca defende o presidente

A Casa Branca, por meio de sua porta-voz Anna Kelly, emitiu um comunicado afirmando que o Sr. Trump “age apenas no melhor interesse do público americano” e que “não há conflitos de interesse”. A declaração busca reforçar a tese de que as ações do presidente são pautadas pelo bem público, sem favorecimento pessoal.

Apesar das explicações, a magnitude dos ganhos e a natureza das transações continuam a gerar debate sobre a ética e a transparência na relação entre o cargo presidencial e os interesses financeiros pessoais e familiares de Donald Trump.

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