Trump x Noruega: Presidente dos EUA chama país de “lixo” e culpa Comitê Nobel por não ganhar prêmio da paz

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Trump critica Noruega e declara: “País de merda”, “Não quero ninguém da Noruega”

Em um discurso inflamado durante um comício de campanha na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações contundentes contra a Noruega, classificando-a como um “país de merda”. A irritação do presidente parece estar diretamente ligada à sua insatisfação por não ter sido agraciado com o Prêmio Nobel da Paz.

Trump explicitou que, caso recebesse imigrantes de outras nações, aqueles provenientes da Noruega não seriam bem-vindos. Essa declaração surpreendente foi feita em Port Huron, Michigan, pouco antes das eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro, conforme divulgado pelo G1.

O desejo de Donald Trump em conquistar o Prêmio Nobel da Paz é notório. A vencedora deste ano foi a juíza e ex-alta comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, da África do Sul. Trump, no entanto, rotulou essa decisão como “vergonhosa e humilhante”.

Nobel da Paz: Um desejo não realizado de Trump

A relação de Donald Trump com o Prêmio Nobel da Paz tem sido marcada por frustrações. Mesmo em anos anteriores, ele já havia demonstrado descontentamento quando outros indivíduos, como a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, foram laureados em 2020. Essa insatisfação parece ter se intensificado com a recente decisão do comitê.

Noruega responde: Comitê Nobel é independente

Diante das declarações de Trump, o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, pronunciou-se nesta segunda-feira (26). Ele fez questão de ressaltar que o Comitê Nobel opera de forma independente. “Ele sabe muito bem que o Comitê Nobel é independente. Lembramos isso a ele, caso alguém ainda tivesse dúvidas, e isso continua sendo assim”, afirmou Eide à rádio pública NRK.

Histórico de declarações polêmicas

Não é a primeira vez que Donald Trump utiliza linguagem considerada vulgar para se referir a nações. Durante seu primeiro mandato, em 2018, o presidente americano foi alvo de fortes críticas por ter feito comentários semelhantes sobre o Haiti e alguns países africanos, demonstrando um padrão em suas declarações sobre determinados países.

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