Prefeitura de BH erra data de sepultamento de ‘Sicário’, enterrado um mês antes de morrer, segundo registro oficial

RONDONIA

Erro na Prefeitura de Belo Horizonte: ‘Sicário’ registrado como sepultado um mês antes de sua morte oficial

Um grave erro administrativo na Prefeitura de Belo Horizonte chamou a atenção nesta semana. Registros oficiais indicam que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como “faz-tudo” do banqueiro Daniel Vorcaro, foi sepultado no dia 8 de fevereiro. No entanto, sua morte só ocorreu oficialmente em 6 de março.

Essa discrepância de quase um mês entre o registro do sepultamento e a data real do falecimento levanta questionamentos sobre a precisão dos dados e os procedimentos adotados. A informação, divulgada pelo jornal OMADEIRA, aponta para uma falha significativa no sistema de registro de enterros da capital mineira.

O caso ganha ainda mais relevância considerando o contexto em que “Sicário” morreu. Ele foi preso pela Polícia Federal em 6 de março, mesmo dia em que tentou suicídio na carceragem da corporação em Belo Horizonte. Segundo a defesa, ele faleceu devido à morte encefálica, após ter ficado sem oxigênio no cérebro.

Certidão de Óbito com Causa em Aberto

A certidão de óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, emitida um dia após sua morte pelo Cartório do 1º Subdistrito de Belo Horizonte, também apresenta peculiaridades. O documento não especifica o motivo do falecimento, indicando apenas que a causa da morte está “aguardando exames”.

Consultados sob reserva, donos de cartório consideram incomum essa prática, mas admitem que pode ocorrer em situações onde a família deseja realizar o sepultamento rapidamente, enquanto aguarda a conclusão de exames para determinar a causa exata da morte. Em casos de suicídio, por exemplo, a certidão poderia constar como “lesões auto-infligidas”.

Enterro no Cemitério do Bonfim

De acordo com os dados da Prefeitura de Belo Horizonte, o “Sicário” está sepultado no Cemitério do Bonfim, um dos mais importantes da capital mineira. A Prefeitura foi procurada para esclarecer o motivo do erro no registro de sepultamento, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto. O espaço permanece aberto para manifestações.

Investigações e Acesso a Dados

O caso “Sicário” está inserido nas investigações do Caso Master, sob responsabilidade do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, o ministro negou o acesso da CPI do Crime Organizado do Senado aos dados relacionados à morte do indivíduo, adicionando uma camada de sigilo ao processo.

A falha no registro da data de sepultamento pela Prefeitura de Belo Horizonte, somada às circunstâncias da morte e ao sigilo das investigações, aumenta o interesse público sobre o caso. A precisão das informações oficiais é crucial, especialmente em contextos que envolvem investigações criminais complexas.

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