Greve na Lufthansa causa caos e cancelamentos de voos em aeroportos alemães
Comissários de voo da companhia aérea alemã Lufthansa entraram em greve nesta sexta-feira (10), paralisando atividades por 22 horas. A paralisação, convocada pelo sindicato Organização Independente de Comissários (UFO), teve como principal motivo o temor do encerramento das atividades da subsidiária Cityline.
A ação sindical resultou no cancelamento de centenas de voos, afetando diretamente dezenas de milhares de passageiros que planejavam viajar pela Lufthansa e sua subsidiária. Aeroportos como Frankfurt e Munique foram os mais impactados, com voos para destinos europeus cancelados já nas primeiras horas do dia.
A greve abrange um total de onze aeroportos, com foco principal na Cityline, sediada em Colônia e que opera em hubs regionais. As negociações entre o sindicato e a companhia aérea não chegaram a um acordo, levando à escalada do conflito e à paralisação. Conforme informações divulgadas pela Fraport, administradora do aeroporto de Frankfurt, foram cancelados 580 de 1.350 voos previstos, impactando cerca de 72.000 passageiros apenas neste local. O número total de passageiros atingidos pode ultrapassar os 100 mil, considerando outras companhias aéreas.
Protesto contra o encerramento da Cityline
O principal ponto de discórdia reside na intenção da Lufthansa de encerrar as atividades da Cityline até o final deste ano. Essa medida colocaria em risco cerca de 800 empregos, gerando grande indignação entre os funcionários. O sindicato UFO considera a greve uma resposta inevitável diante da falta de progresso nas negociações.
Acordo anterior e reivindicações dos trabalhadores
A situação se agrava em um contexto de negociações recentes. O sindicato rival Verdi havia conseguido um acordo coletivo para 500 comissários e pilotos da Cityline, com aumentos salariais entre 20% e 35% até março de 2029, além de melhorias nas condições de trabalho e benefícios previdenciários. No entanto, a ameaça de encerramento da subsidiária ofuscou esses avanços.
Reações e orientações da Lufthansa
O diretor-executivo da Lufthansa, Jens Ritter, classificou a greve como “completamente desproporcional”. Por outro lado, representantes do UFO defendem a ação como necessária para proteger os empregos e os direitos dos trabalhadores. A Lufthansa recomenda que os passageiros afetados verifiquem o status de seus voos e busquem remarcação ou reembolso de passagens.
A companhia aérea também informou que passageiros cujos voos forem cancelados ou atrasados em mais de três horas terão direito a indenizações. Além disso, a Lufthansa deve providenciar transporte alternativo, alimentação e hospedagem, quando necessário, para os viajantes prejudicados pela paralisação em andamento.
