Alerta Nacional: InfoGripe revela explosão de doenças respiratórias em crianças e idosos; VSR e Influenza A disparam

GERAL

Fiocruz alerta para surto de doenças respiratórias em todas as faixas etárias, com VSR e Influenza A liderando o aumento de casos graves.

O Brasil enfrenta um cenário preocupante com o avanço expressivo de doenças respiratórias, conforme aponta o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem apresentado um crescimento contínuo em todo o território nacional, afetando indiscriminadamente todas as faixas etárias, um sinal de alerta para a saúde pública.

O levantamento da Fiocruz indica que o principal motor por trás dessa escalada de casos graves está diretamente ligado ao aumento alarmante das hospitalizações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela influenza A. Esses patógenos têm se mostrado particularmente agressivos neste período, exigindo atenção redobrada da população e das autoridades de saúde.

Diante deste quadro, a Fiocruz reitera a urgência da vacinação e a adoção de medidas preventivas como estratégias fundamentais para mitigar a disseminação e o impacto dessas infecções. A informação foi divulgada pela Agência Brasil.

VSR e Influenza A impulsionam SRAG em diversas regiões do país

Os casos de SRAG associados ao VSR demonstram uma tendência de alta em todos os estados das regiões Sudeste e Sul, além de abranger grande parte da Região Nordeste, incluindo estados como Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. O Pará e o Amapá, na Região Norte, e Mato Grosso do Sul também registraram crescimento significativo de infecções por VSR.

Por outro lado, o estudo aponta sinais de estabilização ou até mesmo queda nas notificações em algumas localidades do Centro-Oeste, Norte (como Acre e Amazonas) e Nordeste (como Pernambuco e Maranhão). No entanto, a predominância do VSR em crianças com até quatro anos de idade é um ponto de atenção especial.

As hospitalizações por influenza A também seguem em ascensão, com avanços notáveis na Região Sul, São Paulo e Espírito Santo, além de Roraima e Tocantins. Minas Gerais e Paraíba, apesar de apresentarem indícios de desaceleração, mantêm números elevados de casos graves por influenza A.

Rinovírus contribui para o aumento de casos, enquanto Covid-19 mostra queda

O rinovírus também tem sido um fator relevante no crescimento dos casos de SRAG, especialmente entre crianças e adolescentes em estados do Nordeste, como Alagoas, Paraíba e Sergipe, e do Sudeste, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de Amazonas e Santa Catarina. A circulação conjunta de diferentes vírus respiratórios intensifica o desafio.

Em contrapartida, os casos de SRAG provocados pela Covid-19 apresentam uma tendência de queda na maior parte do Brasil. Contudo, Ceará, Maranhão e Pará ainda registram sinais de crescimento ou manutenção da alta, indicando a necessidade de vigilância contínua mesmo com a diminuição geral.

Vacinação e prevenção: as melhores armas contra vírus respiratórios

Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe, reforça a importância vital da vacinação durante este período de intensa circulação viral. As vacinas contra influenza e VSR são ferramentas essenciais para reduzir o risco de agravamento das doenças e, consequentemente, de mortes.

A vacina contra o VSR é recomendada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, oferecendo proteção ao bebê nos primeiros seis meses de vida. Já a vacina contra a influenza é destinada a grupos de risco, incluindo idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas.

Além da imunização, Portella recomenda medidas de prevenção como cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar compartilhar objetos pessoais, lavar as mãos frequentemente, usar máscara em caso de sintomas respiratórios e manter distância de outras pessoas ao apresentar sinais de gripe ou resfriado. A adesão a essas práticas é crucial para a proteção coletiva.

17 capitais em alerta para SRAG, com tendência de crescimento preocupante

O Boletim InfoGripe também aponta que 17 capitais brasileiras se encontram em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com uma tendência de crescimento de longo prazo. As cidades em questão incluem Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI), demandando ações localizadas e intensificadas.

A prevalência dos vírus nas últimas quatro semanas epidemiológicas revela a predominância de VSR (47,6%) e rinovírus (23,9%) entre os casos positivos de SRAG. A influenza A representou 22,4% e a influenza B, 4,7%. O Sars-CoV-2 (Covid-19) correspondeu a 2,3% dos casos.

Em relação aos óbitos, a influenza A foi o agente predominante (51,2%), seguida por rinovírus (17,2%), VSR (13,4%), Sars-CoV-2 (9,6%) e influenza B (7,2%). Estes dados reforçam a necessidade de manter a vigilância e a vacinação em dia para todos os vírus circulantes.

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