Brasil Lidera com 9 Representantes na Arbitragem da Copa do Mundo: Veja Quem São e Polêmica com Árbitro Afastado

ESPORTE

Brasil se destaca com nove nomes na arbitragem da Copa do Mundo de 2026, um recorde celebrado pela CBF, mas a escalação inclui um árbitro recentemente afastado por erros graves.

A próxima Copa do Mundo, que será realizada em 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá, já tem sua equipe de arbitragem definida pela Fifa. O Brasil se destaca na lista com um número expressivo de nove representantes, sendo três árbitros principais, cinco assistentes e um árbitro de vídeo (VAR). Essa é a maior delegação brasileira já enviada para um mundial.

A presença massiva de profissionais brasileiros na arbitragem internacional foi motivo de celebração para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade vê isso como um reflexo do trabalho sério e consistente que vem sendo desenvolvido no país, alinhado aos padrões de excelência exigidos pelo futebol mundial. A confiança da Fifa na arbitragem brasileira é um ponto ressaltado.

No entanto, a escalação não vem sem controvérsias. Um dos árbitros principais selecionados, Ramon Abatti Abel, foi recentemente afastado pela própria CBF devido a erros graves em partidas do Campeonato Brasileiro. A notícia gera debate sobre os critérios de seleção e a gestão da arbitragem nacional. Acompanhe os detalhes dessa história.

Brasileiros Escalados para o Mundial de 2026

A lista de brasileiros que atuarão na Copa do Mundo inclui os árbitros principais Raphael Claus (SP), Wilton Pereira Sampaio (GO) e Ramon Abatti Abel (SC). Os assistentes serão Bruno Boschillia (PR), Bruno Pires (GO), Danilo Manis (SP), Rodrigo Figueiredo (RJ) e Rafael Alves (RS).

Já na função de árbitro de vídeo, o Brasil será representado por Rodolpho Toski Marques (PR). A Fifa definiu um total de 52 árbitros, 88 auxiliares e 30 árbitros de vídeo para cobrir os 104 jogos da primeira Copa com 48 seleções, que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho de 2026.

CBF Celebra Recorde e Reforça Investimento em Arbitragem

Netto Góes, recém-nomeado diretor de arbitragem da CBF, expressou otimismo com a representatividade brasileira. “Não é apenas um dado estatístico. É o reflexo de um trabalho sério, consistente e cada vez mais alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. Essa representatividade reforça a confiança da Fifa na arbitragem brasileira”, afirmou Góes.

A CBF tem buscado aprimorar a qualidade da arbitragem no país, implementando medidas como o “programa de profissionalização da arbitragem”. Cerca de 72 árbitros passaram a receber salários mensais e bônus por performance, com um investimento estimado em R$ 195 milhões para o biênio 2026/27. Recentemente, a entidade também criou uma diretoria específica para a arbitragem, visando reforçar a governança.

Polêmica com Ramon Abatti Abel e Medidas da CBF

A escalação de Ramon Abatti Abel, no entanto, levanta questionamentos. Em outubro, o árbitro foi um dos afastados pela CBF após uma rodada considerada desastrosa no Campeonato Brasileiro, devido a erros graves. Ele foi retirado das escalas até novembro para passar por treinamento, aprimoramento e avaliação interna.

Apesar da polêmica, a seleção para a Copa do Mundo indica que a Fifa considera o profissional apto para atuar no mais alto nível. A CBF, por meio de Rodrigo Martins Cintra, chefe da comissão de arbitragem, destacou a importância da profissionalização e do trabalho conjunto para elevar o patamar da arbitragem brasileira. “O que todos nós queremos após o primeiro passo, que é a profissionalização, é trazermos a arbitragem brasileira para ser uma das grandes potências na arbitragem mundial nos próximos anos”, declarou Cintra.

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