Caso Dalto: Julgamento de Acusados de Matar Empresário com Colher de Pau é Reiniciado em Porto Velho
Um novo capítulo se inicia nesta quinta-feira (15) no caso que envolve a morte do empresário Edson Dalto, em Rondônia. Funcionários são acusados de assassinar o empresário com uma colher de pau, em um crime que teve seu julgamento previamente adiado. A sessão, que se estenderá até sexta-feira (16), busca finalmente dar andamento ao processo.
Os principais réus neste caso são Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa. Segundo as investigações, a vítima teria sido brutalmente agredida e, posteriormente, seu corpo foi jogado em um rio na região de Candeias do Jamari. A crueldade dos atos chocou a comunidade local.
O primeiro júri, marcado para maio, foi suspenso após a defesa dos acusados abandonar a sala de audiências. A alegação foi a falta de tempo para analisar documentos essenciais ao processo, o que gerou controvérsia. Conforme informação divulgada pelo Ministério Público, a atitude da defesa foi considerada de má-fé, com o objetivo de obter vantagem processual, caracterizando uma “nulidade de algibeira”.
Família Clama por Justiça Após Adiamento
Para a família de Edson Dalto, o adiamento do julgamento representou um aumento na angústia e na sensação de injustiça. Sirley Dalto, irmã da vítima, expressou a profunda revolta dos familiares, que anseiam por uma condenação que faça os acusados responderem pelos crimes cometidos. “O que a gente quer é a justiça, a gente quer a sentença, que eles cumpram o crime que eles cometeu”, declarou Sirley.
Ela ressaltou que, embora nenhuma pena traga seu irmão de volta, a justiça humana é essencial para que os responsáveis sejam penalizados. A ansiedade da família é descrita como “muito grande”, especialmente considerando o impacto nas filhas e na esposa da vítima, que também aguardavam o desfecho do caso.
Defesa Alegou Falta de Provas para Justificar Abandono
A defesa dos réus, por sua vez, argumentou que o abandono da sessão anterior foi motivado pela ausência de provas consideradas cruciais para a defesa. Entre os documentos citados pela defesa como faltantes estavam as gravações das audiências realizadas na primeira fase do processo, que seriam fundamentais para a análise do caso.
Essa justificativa não convenceu o Ministério Público, que vê na ação da defesa uma tentativa de protelar o julgamento e prejudicar o andamento da justiça. O promotor Marcos Alexandre enfatizou que o cancelamento do júri anterior não apenas prolongou o sofrimento da família da vítima, mas também manteve os réus presos por mais tempo, aguardando a resolução do caso.
O Crime e a Investigação do Caso Dalto
O crime que chocou Rondônia ocorreu em uma propriedade rural, onde Edson Dalto foi encontrado morto. A versão da acusação aponta que Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa teriam utilizado uma colher de pau para agredir o empresário até a morte. Posteriormente, o corpo foi ocultado e arremessado em um rio, em uma tentativa de despistar as autoridades.
A investigação detalhada do caso reuniu evidências que levaram à denúncia e posterior pronúncia dos acusados. O Ministério Público busca agora, com o reinício do julgamento, apresentar todas as provas e testemunhos que sustentam a acusação de homicídio qualificado contra Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa.
Expectativa por um Julgamento Justo e Rápido
A comunidade de Porto Velho acompanha atentamente o desenrolar do caso Dalto, esperando que desta vez o julgamento possa ocorrer sem maiores interrupções. A família da vítima, em especial, deposita suas esperanças na justiça para que os responsáveis sejam devidamente punidos. A expectativa é por um veredito justo, que honre a memória de Edson Dalto e traga algum alívio aos seus entes queridos.
