Correios lançam demissão voluntária para 7 mil funcionários em unidades a serem fechadas, com prejuízo de R$ 10 bi em vista

RONDONIA

Correios abrem nova rodada de demissão voluntária para 7 mil funcionários em unidades que serão desativadas.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) anunciou uma nova fase de seu programa de demissão voluntária, voltada especificamente para cerca de 7 mil empregados lotados em aproximadamente mil unidades da estatal. Essas unidades, que incluem agências e centros de carga, estão programadas para serem desativadas em breve como parte de um amplo plano de reestruturação.

O programa de desligamento voluntário ficará disponível até o final deste ano. Diferentemente da primeira etapa, que abrangeu todo o quadro de pessoal, esta nova edição concentra-se nos trabalhadores das localidades que deixarão de operar. A medida visa otimizar a estrutura da empresa diante de um cenário financeiro desafiador.

A primeira fase do programa, encerrada em março, registrou a adesão de 3.075 trabalhadores, um número inferior à meta inicial de 10 mil. Apesar disso, a direção dos Correios informou que a iniciativa alcançou 45% da economia prevista de R$ 1,4 bilhão, demonstrando um avanço, ainda que parcial, nos objetivos de contenção de gastos. Os detalhes do novo plano estão sendo finalizados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).

Objetivo é reverter prejuízo bilionário e evitar demissões compulsórias

A expectativa é que a nova rodada de desligamentos voluntários ajude a reverter o **prejuízo de R$ 3,1 bilhões** registrado pelos Correios apenas no primeiro trimestre deste ano. O governo federal projeta que a combinação de cortes de gastos com pessoal, incluindo essas demissões voluntárias, e a busca por novas parcerias com a iniciativa privada seja capaz de reequilibrar as finanças da companhia até o ano de 2027.

Caso o volume de adesões voluntárias não atinja a meta estipulada para esta nova fase, a diretoria da estatal não descarta a possibilidade de realizar **demissões compulsórias**. A contenção de despesas é vista como crucial para a sustentabilidade da empresa a médio e longo prazo.

Reestruturação e parcerias para o futuro

A desativação de unidades e a consequente demissão voluntária de funcionários fazem parte de um movimento maior de **reestruturação dos Correios**. A empresa busca adaptar sua operação à realidade do mercado atual, marcado pela digitalização e pela concorrência acirrada. A intenção é tornar a estatal mais eficiente e competitiva.

Paralelamente aos cortes de pessoal, os Correios também estão explorando novas formas de colaboração com o setor privado. Essas parcerias podem envolver a modernização de infraestruturas, a otimização de rotas logísticas e a oferta de novos serviços, visando gerar receita adicional e fortalecer a posição da empresa no mercado. O objetivo final é **evitar um prejuízo projetado de R$ 10 bilhões em 2026**.

Apesar dos desafios financeiros, a administração dos Correios reitera o compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população. A reestruturação visa garantir a **manutenção e a melhoria da operação**, adaptando-a às novas demandas e tecnologias, ao mesmo tempo em que se busca a sustentabilidade financeira da empresa. A imagem de agências e centros de carga que serão desativados foi divulgada pela Agência Brasil.

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