Cuba denuncia bloqueio “genocida” dos EUA e nega negociações, enquanto apagões e crise de saúde se agravam na ilha

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Cuba denuncia bloqueio “genocida” dos EUA e nega negociações, enquanto apagões e crise de saúde se agravam na ilha

O Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou enfaticamente que não existem negociações em andamento nem previsões de conversas futuras com os Estados Unidos. Em coletiva de imprensa em Havana, Rodríguez classificou o embargo comercial americano, em vigor há décadas, como um bloqueio “genocida”, cujos efeitos afetam diretamente a população cubana.

Segundo o chanceler, os danos econômicos causados pelo embargo atingiram a marca de US$ 8,1 bilhões em 2025, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Essa intensificação das sanções, especialmente após o bloqueio ao fornecimento de combustíveis imposto pelo governo de Donald Trump, tem levado a uma drástica redução na geração de energia.

O resultado direto são apagões que já duram dias em diversas regiões da ilha, comprometendo a vida cotidiana dos cubanos. “O bloqueio não pune o governo, pune cada pessoa (na ilha) de todas as formas”, ressaltou Rodríguez, descrevendo a realidade de longos períodos com poucas horas de eletricidade, dificuldade em conservar alimentos e calor insuportável.

A Organização das Nações Unidas (ONU) já se manifestou sobre a situação, considerando as sanções e o cerco energético impostos como uma violação do direito internacional. Especialistas da ONU alertaram, em agosto, para o risco crescente de surtos de doenças na ilha devido à escassez de água e energia, agravada pela intensificação das sanções americanas.

Em linha com as preocupações da ONU, a Embaixada dos Estados Unidos em Havana emitiu um alerta de saúde, mencionando o aumento de doenças intestinais e casos de diarreia. Moradores relatam quadros de febre e dores no corpo, sintomas que se tornam ainda mais difíceis de suportar em meio ao calor intenso e à falta de condições básicas de refrigeração e higiene.

A postura dos Estados Unidos, que considera o governo cubano uma preocupação de segurança nacional, visa forçar uma mudança no regime comunista, acusado de restringir direitos econômicos e humanos. Essa política tem sido perseguida por Washington desde a revolução liderada por Fidel Castro em 1959, mas o impacto na vida da população cubana é cada vez mais severo.

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