Casa Branca se transforma em palco do UFC 250 com presença de Donald Trump e Dana White
Em um evento inédito, a Casa Branca serviu de cenário para o UFC 250, com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do CEO do UFC, Dana White. A dupla apareceu na sacada da residência oficial para acompanhar a execução do hino nacional americano antes do início das disputas de MMA, marcando um momento singular na história do esporte e da política americana.
As imagens divulgadas mostram Trump e White também no Salão Oval, reforçando os laços entre o presidente e o mundo das lutas. Dana White, conhecido por seu apoio político a Donald Trump, esteve ao lado do mandatário em diversas ocasiões, evidenciando a proximidade entre ambos.
O governo Trump classificou o evento como parte das celebrações do 250º aniversário da independência dos EUA, que ocorre em 4 de julho. Contudo, a realização do UFC 250 coincide com o aniversário de 80 anos do presidente, alimentando especulações de que o evento seria um presente para o mandatário. As informações foram divulgadas em matérias jornalísticas baseadas em fontes diversas.
Um Octógono Inédito nos Jardins da Casa Branca
Um octógono provisório, apelidado de “The Claw”, foi especialmente construído nos jardins da Casa Branca para sediar o UFC 250. A estrutura, que pesa 600 toneladas, tem 47 metros de largura e 28 de altura, superando a própria Casa Branca em altura. O local histórico, que já foi palco de momentos importantes como a assinatura dos Acordos de Paz de Oslo por Bill Clinton, agora se prepara para receber um evento de MMA.
O evento, nomeado “UFC Freedom 250”, conta com 14 competidores, incluindo o lutador brasileiro Alex Pereira, conhecido como Poatan. Donald Trump já havia elogiado Poatan em maio, durante o anúncio oficial do evento no Salão Oval, destacando sua capacidade de nocaute. A presença de atletas e a promoção do evento por Trump reforçam sua conexão com o público jovem e fã de esportes de combate, uma base eleitoral importante para sua carreira política.
Controvérsias e Críticas ao Evento
A realização do UFC 250 na Casa Branca não ocorreu sem polêmicas. Críticos questionaram o custo de 60 milhões de dólares (aproximadamente R$ 308 milhões) do evento, considerando-o insensível em um momento de dificuldades econômicas. Uma ação judicial foi movida para impedir a realização, alegando uso indevido de espaços públicos para beneficiar aliados do presidente.
A Casa Branca refutou as acusações, e a estrutura “The Claw” será desmontada após o evento, descartando planos de mantê-la permanentemente. Além disso, o evento foi criticado por fãs por apresentar apenas duas disputas de cinturão, o que alguns consideram decepcionante.
Detalhes do UFC 250 e a Relação Trump-UFC
O UFC 250 terá como destaques a luta pelo cinturão interino dos pesos-pesados entre Alex Poatan e Ciryl Gane, e o confronto entre Ilia Topuria e Justin Gaethje. A relação entre Donald Trump e o UFC remonta aos anos 2000, quando o Trump Taj Mahal sediou eventos da organização. Desde então, Trump tem frequentado lutas, fortalecendo sua imagem e sua conexão com a base de fãs do esporte.
O secretário de Estado, Marco Rubio, também elogiou o evento, assinando um acordo de cooperação para promover as artes marciais mistas globalmente. Espera-se que cerca de 4.000 pessoas assistam à luta na arena, com mais da metade dos ingressos destinados a membros das Forças Armadas dos EUA. Adicionalmente, 125.000 pessoas assistirão em telões fora da Casa Branca.
