Eleições 2024: Entenda por que você votará em DOIS senadores e como evitar erros na urna

GERAL

Eleitores terão que escolher dois senadores nas próximas eleições gerais, exigindo atenção redobrada na urna eletrônica para evitar erros e garantir a validade do voto.

As eleições gerais deste ano trarão uma novidade importante para os eleitores: a necessidade de votar em dois candidatos ao Senado. Diferente de 2022, quando apenas um senador foi escolhido, agora, 54 das 81 cadeiras da Casa estarão em disputa, representando a renovação de dois terços do Congresso Nacional.

Essa dinâmica de votação dupla para o Senado ocorre a cada oito anos, conforme estabelece a Constituição, garantindo uma renovação parcial e contínua da casa legislativa. As 27 vagas restantes continuarão ocupadas pelos senadores eleitos em 2022, cujos mandatos são de oito anos.

O processo na urna eletrônica exigirá que o eleitor realize dois registros distintos para a vaga de senador. É fundamental que os dois votos sejam direcionados a candidatos diferentes para que ambos sejam considerados válidos. Conforme informações divulgadas pela Agência Senado, a atenção a esse detalhe é crucial para evitar a anulação de um dos votos ou até mesmo de ambos.

Como votar em dois senadores sem cometer erros

No dia da eleição, 4 de outubro, o eleitor deverá, primeiramente, escolher um candidato a senador e confirmar seu voto. Em seguida, será solicitado um segundo voto para outro candidato. É essencial lembrar que os dois votos devem ser para candidatos diferentes. Caso o eleitor digite o mesmo número em ambas as oportunidades, o segundo voto será automaticamente anulado pela urna eletrônica.

A votação para senador não permite o voto na legenda, sendo obrigatório digitar o número de três dígitos do candidato escolhido. Informar apenas o número do partido resultará em voto nulo para essa categoria. Além disso, o eleitor só pode votar em candidatos registrados no seu estado de domicílio eleitoral, não sendo possível escolher representantes de outras unidades da federação.

O fenômeno do ‘voto incompleto’ nas eleições passadas

Nas eleições de 2018, quando também houve a necessidade de votar em dois senadores, um número significativo de eleitores cometeu erros, resultando no chamado ‘voto incompleto’. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 63 milhões de votos para o Senado foram registrados nessa situação, seja por não preencher uma das vagas, ou por optar pelo voto em branco ou nulo.

O consultor do Senado, Gilberto Guerzoni Filho, explica que a confusão pode ocorrer porque essa dinâmica de votação dupla para senador só acontece a cada oito anos, e muitos eleitores podem não se lembrar do procedimento ou ser eleitores de primeira viagem. Ele reforça a importância de estar atento à urna eletrônica e escolher dois senadores diferentes, de qualquer partido, sem vinculação entre eles.

A importância do Senado e a disputa política atual

Guerzoni sugere que a escolha dos senadores pode se tornar um ponto de grande atenção nesta eleição, impulsionada pelo atual cenário de polarização política. As atribuições específicas do Senado, como a aprovação de autoridades, empréstimos e a condução da política externa, têm ganhado destaque no debate eleitoral. Isso se reflete na disputa acirrada entre governo e oposição para alcançar a maioria na Casa.

A ordem de votação na urna eletrônica seguirá a sequência: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro voto para senador, segundo voto para senador, governador e, por fim, presidente da República. Somente após a confirmação do segundo voto para senador a urna permitirá o registro do voto para governador.

‘Colinha’ permitida, celular proibido na cabine

Para facilitar o processo e agilizar a votação, a Justiça Eleitoral permite o uso da chamada ‘colinha’, uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos. Essa prática é recomendada para evitar esquecimentos e reduzir o tempo na cabine de votação. Em contrapartida, o uso de celular durante a votação permanece estritamente proibido, devendo o aparelho ser entregue desligado aos mesários antes do ingresso na cabine.

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